O Atlético Rio Negro Clube (conhecido apenas como Rio Negro, cuja sigla é "ARNC") é um clube poliesportivo brasileiro, sediado em Manaus. Fundado em 13 de novembro de 1913 como “Athletic Rio Negro Club”, mais tarde rebatizado usando a grafia atual, o nome do clube é uma homenagem ao Rio Negro, um dos mais importantes do país. É um dos clubes mais tradicionais e importantes do Estado do Amazonas, no qual se destaca em diversas modalidades esportivas dentre as quais o vôlei e o futebol profissional.

Rio Negro
A. Rio Negro C..png
NomeAtlético Rio Negro Clube (Amazonas)
Alcunhas
Torcedor(a)/Adepto(a)Rionegrino
Barriga-preta
Alvinegro
MascoteGalo
Principal rivalNacional-AM
Fast Clube
São Raimundo-AM
Fundação13 de novembro de 1913 (109 anos)
LocalizaçãoManaus, AM
Mando de jogo emEstádio Carlos Zamith
Capacidade (mando)5 500 pessoas
PresidenteJefferson Oliveira
Patrocinador(a)Impertech
Material (d)esportivoSJ Sports
CompetiçãoCampeonato Amazonense
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual

Tem como principal apelido a alcunha de Barriga Preta, em alusão ao seu uniforme principal, que tem a camisa branca com uma faixa horizontal preta, e seu mascote é o Galo, que lhe rendeu outro apelido, o "Galo Gigante do Norte". Seu principal rival no futebol é o Nacional, com quem mantém o maior clássico do futebol amazonense e umas das maiores rivalidades do norte-brasileiro.[1]

Ao longo de sua história no futebol, o Rio Negro possui 17 conquistas do Campeonato Amazonense de Futebol profissional, incluindo um tetracampeonato entre 1987 e 1990.[2] Foi o primeiro Clube amazonense a ganhar uma taça a nível regional, a Taça Amazônica de 1928 (enfrentando clubes do Pará), e o primeiro Clube amazonense a ganhar um torneio fora do Brasil, a Copa da Guiana Inglesa em 1963. É um dos quatro clubes do futebol local que já participou da principal divisão do Campeonato Brasileiro, em sete edições. Participou ainda por seis vezes da Copa do Brasil.

História

 
Schinda, ainda jovem, idealizador de um dos gigantes do futebol nortista, fundou o Rio Negro para o futebol baré.

Fundação do Rio Negro

O jovem Shinda Uchôa, um jovem de 16 anos, teve a ideia e insistiu com os companheiros para que criassem um clube. A insistência foi tanta, que no dia 13 de Novembro de 1913, às 16h, os rapazes se reuniram na residência de Manuel Afonso do Nascimento, na Rua Henrique Martins(hoje Lauro Cavalcante).[3] Os jovens fizeram neste dia a ata de fundação e no meio da leitura do documento, o momento histórico foi brindado com vinho do porto, bebido em autênticas taças francesas de cristal bacará. Na mesma ocasião, foi realizada uma eleição e o primeiro presidente foi Edgar Lobão. Schinda ficou como secretário, mas recebeu o título de presidente de honra.

O brinde deu nome ao “Porto de Honra”, solenidade em que, até hoje, o momento da fundação é repetido como aquele de 1913. Das doze taças de cristal, seis foram recuperadas pelo diretor cultural do clube, Abrahim Baze, que criou um museu para guardar a história do Rio Negro. Três delas são usadas no brinde atual pelo presidente e por mais duas autoridades escolhidas por ele durante o evento. Na casa onde o clube foi fundado, hoje funcionou até pouco tempo atrás o Banco da Mulher, mas, de acordo com Abrahim Baze, o prédio ainda conserva a mesma arquitetura do início do século.

Naquele momento, veio a existir o Athletic Rio Negro Club, um gigante do futebol nortista de glorias e triunfos respeitáveis, de uma torcida calorosa e fanática que fora apelidada pelos jornais regionais e não regionais de "A Fiel", pois sempre estava presente nas mais diversas adversidades do clube. Aquele que entrava em meio a foguetórios, com o seu elenco imponente, com a camisa branca que tinha uma faixa preta.

    Um clube de garotos

O Rio Negro foi idealizado por jovens, todos brasileiros, praticantes do esporte, principalmente do futebol que ganhava popularidade entre os jovens manauaras. Dentre esses destacam-se[4]:

  • Schinda Uchôa - 16 anos. Depois mudou-se para o Rio de Janeiro. Voltou a Manaus e se tornou presidente de honra.
  • Manol Affonso do Nascimento - Filho dos proprietários da residência onde foi fundado o clube.
  • Edgar Lobão - 19 anos, o mais velho dentre os fundadores e o primeiro presidente.[5]
  • Deoclides de Carvalho Leal - foi atleta de vôlei do Rio Negro, depois chegou a ser vice-governador do estado do Amazonas.
  • Ao todo, haviam 11 pessoas no momento de fundação, podemos citar que estavam também presentes: França Marinho, Raymundo Vieira, Leopoldo Neves, Basílio Falcão, Paulo Nascimento, João Falcão, Ascendino Bastos e Affonso Nogueira.[6]

O nome

 
Rio Negro, que deu o nome ao clube.

O nome do clube no início tinha a grafia “Athletic Rio Negro Club” o que remetia a muitos clubes de origem inglesa na cidade, hoje em dia a grafia foi aportuguesada para “Atlético Rio Negro Clube”.

O nome do clube é uma homenagem clara ao rio do qual Manaus está situada a margem esquerda: o Rio Negro. O que torna o Rio Negro um dos poucos clubes profissionais, senão o único que tem em seu nome uma homenagem a algo que de fato é regional. O que torna de longe o Rio Negro o clube mais ligado à imagem da cidade.

Na história do clube consta que, no momento da fundação, os jovens que o fundaram estavam na casa que tinha vista para o grande Rio Negro, o que motivou a escolha do nome.

Início no futebol

A primeira competição oficial de futebol disputada pelo Rio Negro foi o Campeonato Estadual de 1914, apesar de já ter disputado outros de cunho não oficioso, sua primeira conquista veio em 1921, quebrando uma sequência de títulos de seu maior rival, com qual já havia se envolvido em conflitos extra-campo. Fez também diversas participações em torneios comemorativos e amistosos contra clubes locais e regionais, onde colecionou muitos troféus. Em 1966 estreou em Competições Nacionais representando o Amazonas na Taça Brasil de Futebol, sendo o segundo clube do estado a estrear na referida competição. Naquela Taça Brasil o clube enfrentou dificuldades para se deslocar e como o futebol do estado tinha saído recentemente do amadorismo o clube não obteve bom resultado na competição.

Em 1970 o galo alvinegro estreava e fazia sua única participação no Torneio Norte-Nordeste e obteve regular campanha. O Rio Negro é ainda um dos três clubes amazonenses que já jogaram a Série A do Campeonato Brasileiro, possuindo no total seis participações e somou também inúmeras participações na Série B, obtendo como um 9º lugar a melhor Campanha de um clube amazonense naquela competição. O clube possui também participações na Série C e Copa do Brasil. Tem também importantes conquistas, como a Taça Guiana Inglesa, disputada na cidade de Georgetown. Também foi campeão da Taça Amazônica de 1928 e Campeão do Norte em 1973.

Sua última campanha a nível nacional foi na disputa da Serie C do ano de 2006, quando terminou em 16º na classificação geral, porem ainda é a segunda equipe amazonense em número de participações em campeonatos brasileiros, independente da divisão, atrás somente do rival Nacional.

De 1914 a 1945 e o ataque demolidor

O Rio Negro nasceu no futebol, e em 1914 o clube fez sua primeira participação no campeonato amazonense, porem pelos poucos dados que se tem, se deduz que este foi um campeonato muito ruim para a equipe alvinegra, sendo que neste ano sofreu as duas maiores goleadas da história no Clássico Rio-Nal. Neste ano o clube montou um elenco com jovens ainda inexperientes no Futebol, que era um esporte ainda em crescente no mundo inteiro.[7]

O primeiro título do clube veio somente em 1921, e em 1926 conquistou seu segundo título, um torneio promovido pela FADA. Nestes anos o galo se consolidou como uma das duas principais forças do estado, conquistando oito campeonatos. Porém o nono título, o de 1945 que era seu por direito, foi entregue ao maior rival, o Nacional que por questões administrativas havia de perder o título na justiça esportiva, isso desagradou e muito os altos comandos do Rio Negro, que decidiram abandonar a federação e o futebol.

Nessa época o time tinha já grande torcida e este era aclamado o de maior torcida de Manaus e com grande apoio das classes mais altas da sociedade, e por isso já nesta época ganhava a alcunha de “Clube Líder da Cidade”, porque era também um grande clube social.

Ataque Demolidor era chamado o ataque barriga-preta na década de 30, contava com nomes respeitados no futebol local da época como: Ciro, Goiot, Vidinho, Raimundo Bandeira e Ofir Corrêa alternando com Adair Marques(O Príncipe). Essa linha de ataque deu ao clube o título estadual de 1932 na decisiva contra o Fast Clube. No ano de 1939 o galo revelava novamente um grandioso ataque, desta vez composto por: Babá, Cláudio, Lé, Bezerra e Benjamim que ficaram conhecidos por “Os Granadeiros”. Além dos atacantes, o Galo da Praça da Saudade contava também com o talento do grande goleiro Iano, que foi tricampeão pelo clube.

Primeiro Título em 1921

O Rio Negro evoluiu rapidamente no futebol. Depois de um início amargo em 1914, o clube passou a brigar pela taça principal do futebol amazonense partindo de 1916. Apesar disso, viu nascer um grande rival que dominou as conquistas naqueles primeiros anos e coube ao "Galo" frearo adversário, conquistando assim seu primeiro título oficial e reconhecido em 1921. Esse adversário é o Nacional, que foi campeão de 1916 a 1920 mas após uma derrota no campeonato de 1921, decidiu por abandonar o campeonato. Tal confronto ocorreu em 1º de Maio (feriado), no Parque Amazonense e o time "barriga-preta" venceu por 4 a 2. Mais tarde outro clube desistiu após uma derrota para o "Galo", o Sporting, após ser goleado por 5 a 0. Os nomes que entraram para a história alvinegra como os primeiros campeões são: Manoelzinho; Mendonça e Santana; Evangelista, Castrinho e Pantaleão; Anízio, Rochinha, Pudico, Hermínio e Luiz Travassos.[8]

De 1946 a 1960

Em 1945 culminou com a crise com a Federação por causas do título de 1945 que resultaram no seu afastamento do futebol. Além da perda do título, o Rio Negro argumentou que a Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FAFA) sempre procurava ajudar o Nacional nas suas competições, já que em 1919 o clube alvinegro havia deixado de disputar a competição alegando armações para prevalecer o rival, voltando no ano seguinte. No entanto desta vez o Rio Negro passaria 14 anos sem disputar o campeonato local. O clube manteve apenas suas atividades sociais, realizando amistosos contra clubes amadores, já que não tinha um time profissional.

Em toda Manaus se comentava que o campeonato sem o Rio Negro era meio campeonato, pois os torneios disputados sem o clube eram: sem entusiasmo, sem graça e de pouca emoção, o Parque Amazonense já não tinha seus grandes públicos, ou seja, a saída da agremiação era tão prejudicial ao futebol local, que já era pedida a sua volta.

Apesar do motivo convincente dado pela sua diretoria, sempre foi de conhecimento da torcida que parte do alto-comando do clube não gostava de futebol, segundo senhores que acompanharam o futebol nas décadas de 50, 60 e 70 o afastamento impediu o Rio Negro de crescer ao mesmo nível do rival Nacional dentro do futebol, por isso a grande dificuldade do clube de se manter em alto nível por mais de 4 anos seguidos.

Década de 1960

Com sua volta anos depois, o Rio Negro não voltou a ver a popularidade que tinha antes de sair dos campos. A luta agora seria para reaver seu posto de grande, reconquistar sua torcida e voltar a fazer frente ao poderoso Nacional e ao sempre forte e difícil Fast Clube

O ano de 1960 marcava a volta da equipe aos campos, motivado pelo grande político e torcedor assíduo Josué Claudio de Souza, o então presidente Aristophano Antony reabria o departamento de futebol, só que sob a condição de que este passasse a ser autônomo e de gerência de Josué Claudio.

Josué fez um duro trabalho de juntar vários jogadores, incluindo muitos oriundos do interior, sendo que o primeiro jogo depois de 14 anos seria contra o São Raimundo, entretanto o resultado foi desastroso, com uma derrota de 7-1. O resultado adverso não desanimou o grande torcedor Josué, que logo viu os resultados saindo, e em 1962, dois anos depois da volta ao campeonato, ainda em sua gerência, viu o clube voltar a ser campeão amazonense, o galo foi campeão novamente em 1965.

Voltando a campo o Rio Negro encontrou apoio de grande parte de seus antigos torcedores, logo tendo a média de 6.372 pagantes.

1962 e o "Time de Heróis"

Foi assim que ficou conhecido o time do Rio negro de 1962 que sob o comando de Cláudio Coelho disputou o Campeonato Amazonense e foi campeão, naquele ano o time tinha apenas dois anos que retornara ao futebol.

O clube foi ganhando seus jogos, até chegar a final depois de mais de 16 anos sem disputar, e a final era justamente contra o Nacional, com o qual se envolveu em grande e polêmica briga judicial em 1945, que acabou dando a taça aos azulinos e ocasionou o afastamento do clube alvinegro.

A final foi disputada no dia 12 de Janeiro de 1963, já que era normal os campeonatos terminarem no outro ano. O galo venceu o Nacional de Plínio Coelho justamente um dia antes do aniversário do adversário no Parque Amazonense. E a torcida ficou eufórica, já que estavam odiosas do rival pelo fato do galo ter se afastado durante tanto tempo, os campeões saíram do Parque Amazonense carregados pela torcida e seguiram de pés rumo a sede do clube na Praça da Saudade, onde já eram aguardados por uma multidão.

Os heróis do alvinegro na final de 1962 foram:

  • Jogadores que atuaram: Chicão (que foi trocado por Pedro Brasil), Bololô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Thomaz, Airton, Dermílson e Orlando Rabelo
  • Técnico: Cláudio Coelho
  • Jogadores no banco: Aderson, Luiz, Gravata, Marcondes, Rodrigo, Machado e Ismaelino.

O clube alvinegro neste ano revelou ídolos a sua torcida, entre eles estão o grande Horácio, o temido zagueiro Catita e os também ídolos Dermílson e Orlando.

Ainda em 1962 o Rio Negro fez uma excursão pelo Pará e Maranhão, fez um total de 6 jogos, saindo invicto, sendo que os resultados dos quais se tem conhecimento são: 2-2 Paysandu em Belém e 2-1 no Sampaio Corrêa no Maranhão.

1964: A profissionalização

Em 1964 instaurou-se em Manaus o profissionalismo no futebol amazonense, e naquele ano o Rio Negro ficou apenas em 5º lugar, porém o campeonato foi um dos mais competitivos até então, apesar da conquista do Nacional com bastante vantagem.

O Rio Negro que voltara ainda no amadorismo estava se re-estabilizando no futebol local, naquela temporada o clube obteve os seguintes números:

Pos.O clubePtJVEPGFGSGP
5Atlético Rio Negro Clube17160703062720+7

Dos seus jogadores, apenas o histórico goleiro Clovis foi relacionado pela mídia esportiva para a Seleção do Campeonato Amazonense do ano.

O grande campeão de 1965

Em 1965, o galo já fortificava seu elenco, contando com grande parte dos grandes ídolos da sua história. A estreia do clube foi contra o Fast Clube no Parque Amazonense.

1º turno

3 de Julho de 1965,16:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro1-0Fast ClubeEstádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 3,500

A partir deste jogo o Rio Negro seguia muito bem vencendo o Sul América pelo placar de 2-1 e o América por 1-0. Na 4ª rodada do 1º turno do Campeonato o clube pegaria o São Raimundo, a torcida já esperava outra vitória e foi rumo ao Parque Amazonense muito animada para enfrentar um São Raimundo que até então só havia empatado. No Estádio as arquibancadas estavam lotadas, e o resultado foi totalmente adverso ao que era esperado pela massa Barriga-preta:

16 de Agosto de 1965,15:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro0-3São RaimundoEstádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Desconhecido

A derrota já era inesperada para a torcida, quanto mais de 3-0 para um clube que nem mostrava ser forte na competição. Porém, a redenção rionegrina viria no jogo seguinte, contra o maior rival Nacional que vinha de duas derrotas seguidas.

O clube da Praça da Saudade buscava a reabilitação, já que um mínimo empate significaria a perda do Campeonato para o América no saldo de gols, e o Nacional estava disposto a fazer isso acontecer. Para evitar um novo resultado adverso, para este confronto o galo se reforçou com os até então desconhecidos jogadores Sabá e Edson Angelo.

Logo o jogo começou, e ainda com o findar do primeiro tempo o Rio Negro já dominava completamente o rival vencendo por 3-1, e isso fez o alto comando nacionalino duvidar de seu goleiro Marcus(que havia jogado bastante tempo no galo) cambiando-o pelo arqueiro Chicão; porém, a mudança em nada adiantou, o clube alvinegro acabou fechando o placar em 7-2.

22 de Agosto de 1965,15:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro7-2NacionalEstádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 10,000

Com este resultado o Rio negro estava classificado à final do Campeonato Amazonense, o que fez a sua torcida comemorar em dobro a goleada sobre o Nacional que acabara em último na classificação do turno. Os torcedores Barrigas-Pretas desceram a antiga Rua Belém rumo a Praça da saudade cantarolando:

-É freguês, É freguês, seremos campeões

Os times para este jogo:

  • Rio Negro – Clovis, Valdér, Edson Ângelo (estreante), Catita e Damasceno; Ademir e Rubens; Nonato, Thomaz, Sabá Burro Preto (estreante) e Horácio.
  • Nacional – Marcus (Chicão), Téo, Russo, Jayme Basílio e Vivaldo; Hugo e Ribas; Maneca, Dernilson, Holanda e Quisso (Lacinha).

2º turno

No segundo turno o Rio Negro estreou desforrando a derrota para o São Raimundo, vencendo este por 3-1. O clube continuou forte, mas foi superado pelo Fast Clube ficando neste turno em segundo lugar fechado este vencendo novamente o Nacional, desta vez por 3-2.

O apreensivo 3º turno

No terceiro turno o Rio Negro caiu de produção, sendo que dos cinco jogos conseguiu vencer apenas o São Raimundo, ficando em último no turno vendo o Nacional ser campeão após sofrer uma derrota de 5-2 para o time nacionalino, que, conquistou o turno invicto. Logo caiu sobre a torcida barriga-preta uma grande apreensão, pois seu clube caiu potencialmente de produção a ponto de temer o clube dar vexame na final depois do péssimo terceiro turno.

As finais

Estavam classificados as finais, além do Rio Negro (campeão do primeiro turno) o Fast Clube(campeão do segundo turno) e o Nacional(Campeão do terceiro); o triangular começaria sem nenhum favorito e o Rio Negro buscaria em dois jogos a reabilitação para o péssimo momento.

O primeiro confronto foi entre Nacional e Fast Clube:

23 de Janeiro de 1966,15:00h
Campeonato Amazonense
Nacional1-0Fast ClubeEstádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 7,000

Com este resultado o Fast teria que ir com tudo para cima do Rio Negro e torcer para este vencer o clássico na última rodada. O Fast foi motivado para o clássico Rio-Fast, porém não deu outra, o galo que havia perdido suas três últimas partidas acabou vencendo pelo placar mínimo levando a decisão para o Rio-Nal.

31 de Janeiro de 1966,15:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro1-0Fast ClubeEstádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 5,000

Para o jogo decisivo os dois clubes entravam em pé de igualdade, ambos com um empate, deixando a decisão com ainda mais rivalidade. O jogo no Parque Amazonense lotou, e nenhum dos clubes era favorito; porém no campo a expectativa de jogo disputado não se confirmou, já que o Rio Negro mostrando superioridade aplicou outra goleada, desta vez por 4-1, sagrando-se campeão amazonense.

06 de Fevereiro de 1966,16:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro4-1NacionalEstádio do Parque Amazonense, Manaus

Sabá Burro Preto   ?'
Sabá Burro Preto   ?'
Ademir   ?'
Horácio   ?'
jogador desconhecido  ?'Público: Cerca de 10,000
Árbitro: Sena Muniz

O time do Rio Negro nesta final foi:

  • Clóvis(goleiro), Valdér, Edson Ângelo, Catita e Damasceno; Ademir e Rubens; Nonato, Sabá Burro Preto, Thomaz e Horácio.

Este jogo foi considerado a melhor do galo naquele campeonato, primeiro o Nacional teve o jogador Jayme Basílio expulso, porém, pouco depois, já no segundo tempo o Rio Negro perdeu o zagueiro Catita, mas o dia era rionegrino, o Nacional teve um pênalti marcado a seu favor e este foi cobrado por Téo, porém Clóvis defendeu a cobrança.

O técnico ainda era o grande ídolo da torcida Cláudio Coelho que dirigiu o clube também no título de 1962. O jogador Sabá "Burro-Preto" que chegou ao clube para o segundo turno terminou o campeonato como artilheiro isolado, fazendo 12 gols em 10 partidas.

A campanha do galo neste campeonato obteve os seguintes números:

Pos.Rio NegroPtJVEPGFGSGP
1Atlético Rio Negro Clube21'1710163629+7
    Temporada nos territórios

Ainda em 1965 o galo empreendeu temporada pelos territórios (atuais Acre, Rondônia e Roraima), sendo que venceu de goleada a maioria de seus jogos, saindo invicto da excursão.

Década de 1970

Estes anos foram de grande valia para o Rio Negro, que disputou cinco finais e conquistou 01 título, e isso devolveu muito do renome do clube, que vinha se recompondo desde sua volta em 1960, se tornando novamente um dos maiores de Manaus. E neste tempo encontrou um novo grande rival, o Fast Clube, que havia aderido grande torcida no período que o Rio Negro esteve afastado e que era considerado um dos grandes da década de 60 e também de 70.

Neste tempo o clube consolidou-se novamente no futebol de Manaus e reafirmou sua rivalidade com o Nacional, somou cinco das suas seis participações na Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar de estar à sombra do Nacional em títulos e ver no Fast Clube um adversário muito difícil.

Nestes anos os principais clubes de Manaus entraram num processo de desvalorização aos jogadores amazonenses (chamados "Prata da Casa") e o Rio Negro foi um destes, a partir da estreia no campeonato brasileiro, a diretoria gastou fortunas em jogadores de outros centros, geralmente de algum renome, entretanto em final de carreira. Sempre considerado um clube que dava muita atenção aos seus atletas em formação, a partir deste período o clube enfraqueceu suas categorias de base e esvaziou seus cofres contratando jogadores em final de carreira.

1970 - Participação no Norte-Nordeste

O Rio Negro ficou apenas em 4º lugar no estadual de 1970. Aquele ano marcava sua volta à competições oficiais fora do estado do Amazonas, disputando a Taça Norte, quase simultaneamente ao estadual, que era ligada ao Torneio Norte-Nordeste. O torneio contou com as seis principais forças do futebol regional àquela época, porem, a participação do Rio Negro foi fraca, não levando muito esforço na sua participação, leva-se em conta também que o Fast Clube contava com o melhor elenco de sua história. Enquanto todos esperavam a briga pelo título entra as duplas Re-Pa e Rio-Nal, as terceiras forças acabaram dominando o torneio.

Jogos do Rio Negro:

1973 - O grande ano

O estadual

Em 1973 o Rio Negro chegava ao estadual como favorito ao lado de Nacional e Fast Clube. O jejum de quase 10 anos já incomodava a torcida do clube. Mas o primeiro turno não foi dos melhores para o clube, sendo que o título ficou com a zebra Rodoviária. No segundo turno o clube teria de se garantir contra Nacional e Fast Clube e ainda contra a Rodoviária que poderia ser campeã direta.

No segundo turno o clube fez um total de 5 jogos e venceu 4, empatando 1 jogo por 0-0 com o Fast Clube e foi disparado o melhor clube se garantindo na final contra a Rodoviária.

Na final o Rio Negro era o grande favorito pois vinha de uma vitória de 2-0 contra o Nacional e também havia vencido o último confronto contra a Rodoviária por 3-1, e, era o maior pontuado até então. Mas, logo no primeiro jogo o clube perdeu por 1-0 e no segundo perante quase 20 mil pessoas, a maioria absoluta de rionegrinos, empatou por 1-1, o Rio Negro dava ali continuidade a sua mística de “Grande Favorito Derrotado” e de "morrer na praia"perdendo mais uma vez um título dado como certo.

Estreia no Campeonato Brasileiro

Depois de seu retorno em 1960, o alvinegro não parecia mais o mesmo, seus dirigentes não eram dados ao futebol e se recusavam a fazer grandes investimentos. O Rio Negro mudou de patamar quando Ézio Ferreira, empresário de Manaus e rionegrino declarado, resolveu sair do Fast Clube e assumir seu departamento de futebol. Ele pediu apoio de Flaviano Limongi, então presidente da Federação Amazonense de Futebol, assim como do governador João Valter de Andrade, para "conquistar" uma vaga para o "Galo" no Campeonato Brasileiro de Futebol. A vaga veio, então, Ézio logo trouxe Denilson (vindo do Fluminense) e praticamente um time inteiro do seu ex-clube, o Fast Clube. Para comandar a equipe, veio o técnico Décio Leal.[9]

    Primeiro jogo
  • 26 de Agosto de 1973 - * Rio Negro   0x0  América-RN
  • O time desse jogo foi: Borrachinha, Pedro Hamilton, Zé Carlos, Biluca e Almir Coutinho; Zezinho e Denílson; Paulo (Jorge Cuíca), Mário Motorzinho, Nilson Diabo (Ferreira) e Rolinha.

O clube colecionou duas derrotas nos jogos seguintes, jogando em Manaus. Sua primeira vitória foi apenas na 4º rodada vencendo o Santa Cruz pelo placar de 1 a 0, em Manaus. Os empates foram um problema para o clube, que, por muitas vezes jogou melhor, mas não acertava os tentos. Num dos jogos, contra o Vasco da Gama o clube jogou contra todas as adversidades, teve um pênalti não marcado e três dos seus gols anulados, aquela que seria uma goleada, não aconteceu, segundo muitos, por ajuda de apito amigo para o clube carioca.

Durante a competição o clube enfrentou 28 equipes. Obteve 7 vitórias, 10 empates e 11 derrotas, marcou 20 gols e sofreu 2.As sete vitórias: 1x0 Santa Cruz (primeira vitória), 1x0 como visitante ante a Desportiva Ferroviária, 1x0 Goiás, 1x0 Ceará, 1x0 Náutico, 5x0 e 1x0 no Sergipe.

Campeão do Norte e vice do Norte-Nordeste

Nesse ano, embutido no Campeonato Brasileiro foi disputada a Taça Norte-Nordeste Almir de Albuquerque, sendo que para esta eram contados apenas os pontos dos confrontos entre os clubes das duas Regiões, sendo por pontos corridos, onde o maior pontuador final seria consagrado o campeão.[10] A estreia do Rio Negro foi justamente contra o clube que viria a conquistar o troféu, o América-RN:

Na última rodada valida pelo Torneio o América de Natal fechou com um ponto a frente do galo, resultado que poderia ser revertido caso o "alvinegro" vencesse o Clube do Remo de Belém, no Pará, mas como registrado nos meios de comunicação mais expressivos da época, a rivalidade entre as torcidas e clubes de Manaus e Belém era grande e o clube paraense dificultaria as coisas. O resultado foi a vitória remista pelo placar de 1 a 0, sendo que o "Galo" teve dois jogadores expulsos, o que dificultou o seu jogo.

Apesar de não ter ganho a grande disputa a parte, o Rio Negro ficou com o título de Campeão do Norte. A derrota pro Clube do Remo foi a única do clube em sete partidas válidas pelo torneio, enfrentado clubes das regiões Norte e Nordeste. O jogo decisivo:

Times da partida decisiva:

  • Clube do Remo: Dico, Rui, Mendes, Cuca e Augusto; Elias(Nena), Tito, Caíto(Sérgio Pinheiro), Amaral, Alcino e Alberto. Técnico: Paulo Amaral.
  • Rio Negro: Borrachinha, Biluca, Zé Carlos, Pedro Hamilton e Almir; Denilson, Jorge Cuíca, Nilson, Toninho(Osmar), Mário(Zezinho) e Zé Claúdio.

1975 - O grande campeonato

 
Flamula ao Campeonato de 1975

Em 1975 o Rio negro completava exatos 10 anos sem conquistar o Campeonato Amazonense de Futebol, neste período somou três vice-campeonatos e muitas campanhas irregulares como o 5º lugar em 1969 e o 7º lugar em 1971. O Rio Negro via o campeonato amazonense sendo dominado pelos maiores rivais Nacional e Fast Clube que fizeram várias finais neste período.

Estreia

O clube estreava na temporada no dia 9 de Março contra o América no Estádio Vivaldo Lima, o clube contou com pequeno apoio de sua torcida na estreia. Exatos 3.171 torcedores compareceram a estreia do barriga-preta que acabou por vencer os diabos pelo placar de 3-0 com gols de Almir, Orange e César.

1º turno

Durante o primeiro turno o clube alvinegro esteve “pau a pau” com o rival Nacional, sendo que acabou perdendo o título do 1º turno em um confronto direto com este. A campanha do Rio Negro no 1º turno foi a seguinte:

    Jogo decisivo

Os dois clubes chegaram ao jogo decisivo com o número empatado de pontos, o vencedor garantiria a vaga na final e seria campeão do turno, o empate seria favorável ao Nacional.

20 de Abril de 1975Nacional1 –0Rio NegroEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  ?' ?Público: 30,314
Árbitro: Manuel Luís Bastos

2º Turno

O segundo turno assim como o primeiro foi dominado pela dupla Rio-Nal do inicio ao fim, deixando novamente para ultima rodada a decisão do título, ao rival Nacional bastava o empate, porém o jogo foi vencido pelo Rio Negro que forçou um terceiro jogo onde acabou sendo vencido e a taça ficou mais uma vez com o rival Nacional. A campanha do clube no 2º turno foi a seguinte:

    Jogo decisivo do 2º turno

O Nacional estava com as mãos na taça, pois lhe bastava um empate para conquistar também o 2º turno, porém o Rio Negro como bom rival não permitiu que isso acontecesse, foi a campo e venceu o jogo como mostra a seguir:

8 de Junho de 1975Rio Negro2 –1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  16' Lauro,  14'Torrado   32'Fausto(Contra)Público: 35,132
Árbitro: Edson Pantoja
    A super final do 2º turno

Como terminaram empatados em números de pontos, Rio Negro e Nacional tiveram de se enfrentar mais uma vez, mas desta vez o clube azulino levou a melhor:

15 de Junho de 1975Rio Negro0-1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  19²'BibiPúblico: 33,123
Árbitro: Edson Pantoja

3º e decisivo turno

No terceiro turno ou o Rio Negro quebrava as bases do Nacional ou não chegaria à final depois de tão brilhante temporada. O terceiro turno foi o mais disputado, pois os três maiores clubes de Manaus chegaram à penúltima rodada com chances de levar o terceiro turno, mas o Fast ao ser derrotado pelo Nacional nesta rodada, ao final no máximo seria vice-campeão do turno. A torcida Rionegrina foi convocada e mostrou toda sua força na reta final da competição, ajudando na conquista do clube.

    Rio-Nal decide também o 3º turno

O terceiro turno foi novamente decidido num clássico Rio-nal, ao Rio Negro a vantagem do empate, ao Nacional só interessava a vitória. O resultado do jogo foi um empate que deu o título ao galo e levou o mesmo a final contra o Nacional.

3 de Agosto de 1975Rio Negro1-1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  30²'Reis  42²'BibiPúblico: 18,377
Árbitro: Edson Pantoja

Finais

Para as finais do Campeonato Amazonense de 1975 foi definido que o Nacional ganharia 2 pontos pelo turno extra que ganhou, ou seja: o rival azulino poderia perder o 1º jogo e até empatar o 2º jogo que haveria finais, mesmo que o Rio Negro vencesse por qualquer placar, e foi justamente o que aconteceu.A explicação é que se o 1º jogo terminasse empatado ou com triunfo nacionalino, não haveria 2º jogo e o título seria do Nacional.

    1º Jogo

No primeiro jogo o Rio Negro surpreendeu e venceu por 4-1 o Nacional, porém de nada valeu o placar pois o Nacional entrava na final com a vantagem de uma vitória, ou seja a final de verdade seria disputada no segundo jogo, o galo havia apenas assegurado a igualdade.

10 de Agosto de 1975Rio Negro4-1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  7²'Jorge Nobre,   17²'Davi,   25²'Jorge Nobre,   30²'ZéCláudio  38¹'SerginhoPúblico: 23,377
Árbitro: Airton Vieira de Morais
    2º jogo

No segundo jogo não haveria vantagens, os dois clubes iam em pé de igualdade com leve favoritismo para o Rio Negro que havia goleado no primeiro jogo. O jogo terminou empatado e o título foi decidido nos pênaltis, com título para o clube barriga-preta

13 de Agosto de 1975Rio Negro1-1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  29¹'Jorge Nobre  1¹'Jorge LuísPúblico: 28,202
Árbitro: José Faville Neto

O jogo foi para a prorrogação, porém o empate persistiu levando o jogo a ser decidido nos pênaltis, onde o Rio Negro venceu por 3-2 com acertos de Lauro, Nilson e Paulo Roberto. É considerada uma das finais mais marcantes do Campeonato Amazonense.

    Os times da final foram
  • Rio Negro: lane. Lauro, Pogito. Paulo Roberto, Vanderlei (Toninho), Lopes, Claudio, Sidnei (Orange, depois Nilson), Jorge Nobre, Davi e Reis,
  • Nacional: Amauri, Antenor. Renato, Fausto; Jorge Luis, Jorginho, Rolinha (Torrado); Roberto, Serginho, Bibi e Nilson

Outro afastamento em 1977

O ano de 1977 se mostrou complicado, primeiro a Rodoviária pediu licenciamento para cuidar de seu patrimônio. Não se deu muita importância uma vez que o clube atuou maior parte de sua vida esportiva no amadorismo. Porem, a situação se complicou quando Manoel Bastos Lira, presidente do Rio Negro, resolveu cumprir o que anunciou em 25 de Janeiro, enviando oficio para a Federação Amazonense de Futebol exigindo o licenciamento do clube por tempo indeterminado. Lira era parte de um grupo de sócios que via o futebol profissional com maus olhos e sonhava com o clube vivendo apenas da sua razão social. A gota d'agua foi a saída de Ézio Ferreira, em novembro de 1976, este que assumiu a presidência do clube e vinha mantendo o futebol profissional do "Galo" a custo próprio. Por outro lado, sem Rio Negro e Rodoviária o Campeonato Amazonense de Futebol passaria a contar com apenas cinco clubes, abaixo do exigido pelo extinto Conselho Nacional de Desportos (CND) que estipulava um número mínimo de seis clubes participantes. A saída para a federação foi a profissionalização do então campeão amazonense de futebol amador, o Libermorro.[11]

A causa

Com a saída de Ézio Fereira, assumiu Manoel Bastos Lira, um defensor de que o futebol profissional deveria ser autônomo e autossustentável. Alguns dirigentes tentaram "salvar a patria" como foi o caso de Enoch Bezerra, remanescente da gestão de Ézio. Bezerra planejou e orçamentou a temporada, levando até Lira uma proposta, de quem ouviu "Tudo muito bonito, Enoch, mas quem é que arca com a responsabilidade?". Bezerra respondeu "Ora, nós! A diretôria!" Diante da afirmação de Enoch, Lira completou dizendo "Nada disso! Quem quiser tomar conta do futebol do Rio Negro, que é um departamento autônomo, vai ter que assinar um termo de compromisso com a diretoria, responsabilizar-se por tudo! O dinheiro do futebol será tirado do futebol, e o clube não tirará um tostão da parte social ou patrimonial para socorrer o profissionalismo!". Com tal afirmação, Enoch Bezerra desistiu da ideia.[11]

Outro que tentou salvar o futebol foi José Sabóia do Nascimento que em ocasião de uma reunião para cerca de 45 pessoas falou "Chamei-os aqui porque foi minha família que fundou o Rio Negro. E o futebol sempre foi uma tradição do Rio Negro, não quero o Rio Negro fora do futebol!". Apesar de ser considerado um homem de poder financeiro, Nascimento também indicou que não colocaria dinheiro próprio no futebol do clube. Ainda assim, Lira lhe deu o cargo de vice-presidente de futebol, exigindo um plano de gestão. Nascimento então apresentou a Lira um orçamento com grande déficit, do qual se eximiu de pagar. Lira também isentou a si e ao clube de tais despesas, logo em seguida demitindo Nascimento do cargo que lhe fora confiado. Com isso, o Rio Negro estava consumadamente fora do futebol por tempo indeterminado.[11]

Na edição de 1º de Julho de 1977 da Revista Placar, numa pequena nota referente ao futebol amazonense, o repórter diz que "Com a saída do Rio Negro, o futebol amazonense morreu, só falta deitar!"[12]

O retorno em 1979

Em Janeiro de 1979, o clube já estava afastado por dois anos e caminhava para um terceiro. Vendo isso, formou-se um grupo com cerca de 20 homens, dos quais podemos citar Flaviano Limoingi, ex-presidente da Federação Amazonense de Futebol e o radialista Arnaldo Santos. O grupo propôs assumir todo o gasto com futebol profissional do clube e a ideia só foi aceita pelo Conselho Deliberativo após assinatura de um contrato em cartório, onde o clube foi eximido de qualquer custo com este departamento. Assim, caiu então por terra o desejo e agrado de vários dirigentes e sócios de ter o clube para sempre fora do futebol. Quando a notícia se tornou pública, torcedores que aguardavam na porta da sede do clube causaram um grande alvoroço e fizeram um verdadeiro carnaval em Manaus, e todos tinham uma única coisa na cabeça: impedir o Tetracampeonato do Nacional.[13]

Década de 1980 - A melhor fase

Em nenhum período de sua história o Rio Negro foi tão forte quanto na década de 80, a clube disputou nove de dez finais do campeonato estadual, conquistando 4 títulos, entre estes os de 1987-1988-1989 que somado ao de 1990 resultariam no inédito tetracampeonato do clube.Nestes anos a rivalidade com o Nacional foi muito mais acirrada, onde os clubes disputaram oito finais, com três títulos ao alvinegro e direito a grandes jogos.

1981

Apesar de essa ser a melhor década da história do clube, o Campeonato Amazonense de 1981 foi a pior segunda pior campanha do clube desde então na era do profissionalismo, o galo da Praça da Saudade terminou o campeonato em penúltimo lugar na classificação geral, a frente apenas do tradicionalmente fraco Libermorro vencendo apenas duas partidas e disputando apenas um turno.

O clube que não garantiu vaga nas finais do primeiro turno decidiu abandonar o campeonato após ver o rival Nacional ser campeão invicto do turno. O pior para a torcida alvinegra naquele ano foi a conquista até então inédita do Hexa-Campeonato amazonense por parte do Nacional.

Ainda em 1981 o Rio Negro disputou o Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B. O clube iniciou bem o campeonato vencendo os seus dois primeiros jogos:

A partir dai o Rio Negro apenas perdeu no torneio, refletindo sua campanha do estadual o galo amazonense ficou apenas em último lugar dentre oito clubes no seu grupo, ficando em 40º lugar na classificação geral. Seus jogos restantes foram:

  • 17 de Janeiro – Rio Negro 0-0 Tuna Luso
  • 22 de Janeiro – Flamengo/PI 3-1 Rio Negro
  • 25 de Janeiro – Ceará 1-0 Rio Negro
  • 28 de Janeiro – Rio Negro 1-2 Maranhão
  • 2 de Fevereiro – Remo 2-0 Rio Negro

1982 - É quase invicto

Depois da péssima campanha em 1981 o Rio Negro passou por grandes reformulações e se armou para evitar mais um título do Nacional. Naquele ano em especial o clube revelava ao mundo o craque Berg que mais tarde teria estrelato no Botafogo carioca. O clube acabou sagrando-se campeão amazonense com uma única derrota durante toda a competição.

Naquele ano em especial o clube não disputaria o Campeonato Brasileiro depois de três anos seguidos na competição. O primeiro jogo do Rio negro foi contra o Penarol em Itacoatiara e venceu pelo placar de 1-0. O clube acabou sendo campeão invicto do primeiro turno do campeonato.

No segundo turno o clube manteve o ritmo e se classificou à fase final com apenas uma derrota para o Nacional. Novamente a dupla Rio-nal chegava junta a mais uma decisão, para o Rio Negro a conquista do turno significaria também a conquista do Campeonato, já para o rival Nacional a conquista do segundo turno seria a oportunidade de chegar a final.

Pos.O clubePtJVEDGFGSGP
1Atlético Rio Negro Clube32181502013505+32
  • O time que entrou em campo na Colina e foi titular em grande parte do Campeonato foi o seguinte: Tobias(goleiro ex-Corinthians), Jair, Marcão, Darinta(ex-Palmeiras) e Tonho; Dalmo, Patrulheiro(ex-Nacional) e Berg; Pedrinho, Alcindo(Índio) e Tiquinho.
  • Tecnico: Ivam Gradim
  • Presidente: Dissica Tomaz
  • Ainda faziam parte do elenco: Beto(Goleiro), Zelito, Jaime, Charligton, Renato, Adãozinho, Índio Carioca, Toninho, Bosco e Aarão (este jogou apenas 45 minutos no campeonato)

A polêmica

A principal causa da grande polêmica de 1982 foi a própria FAF, que marcando a final para 25 de Novembro resolveu adiar para uma semana depois, isso sem consultar as partes envolvidas, o Rio Negro foi contrário a mudança e entrou com liminar na justiça para ser mantida a primeira data. Ai, o Nacional, que não gostou na manutenção, anunciou publicamente que não disputaria a partida caso fosse em 25 de Novembro. O galo chegou a entrar em campo, e a torcida do Rio Negro compareceu e foi esmagadora maioria, já que os nacionalinos em sua maioria estavam cientes de que o clube não entraria em campo. O time esperou por cerca de 30 minutos o elenco nacionalino, até que foi declarado campeão por W.O.

O Nacional acabou entrando na justiça, mas perdeu nos tribunais, inapelavelmente. Então o título do Rio Negro foi homologado, porém, a disputa judicial perdurou por cerca de um ano.

De 1983 à 1986 - Os quatro vices

De 1983 a 1986 o Rio Negro amargou quatro vice-campeonatos, sendo que em dois desses era o maior favorito ao título e tinha o time considerado melhor.h

    1983

Nesse ano, como de costume, o Nacional conquistava um dos turnos e o Rio Negro outro, logo, os dois clubes teriam de se enfrentar na final. A dupla foi muito destacada dos demais, sendo que o Fast Clube acabou na lanterna do campeonato.

Na final os dois clubes disputariam em igualdade, sem vantagens para nenhum dos clubes, o jogo acabou vencido pelo Nacional:

18 de Dezembro de 1983Atlético Rio Negro Clube1-1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  23¹'FernandinhoPúblico: 11,831
Árbitro: Marcio Campos Salles(SP)
    1984

Em 1984 o Rio Negro novamente se destacou ao lado do Nacional, mas nesse ano o clube mesmo tendo um melhor retrospecto falhou nas decisões contra seu maior rival, perdendo as decisões do primeiro e do segundo turno, ficando com o vice-campeonato sem a disputa da Super Final.

    1985

Em 85 aconteceu exatamente o que ocorrera em 84, o Rio Negro foi bem no campeonato, mas pecava nas decisões contra o Nacional, mas um fato desmotivava a torcida alvinegra, o Nacional vinha em crise financeira grave e montou um time às pressas tendo como base as categorias de base e também contratando Titã que jogou pelo próprio galo em 1983.

    1986

O ano de 86 tinha tudo para ser o ano do Rio Negro, o clube começava a pré-temporada com 30 contratados e um grupo de torcedores empresários no seu comando, já o Nacional mergulhado em crise fazia o que podia para por um time com base nos juniores e jogadores experientes em campo.

No primeiro turno o Nacional levou com certa facilidade, para a surpresa de todos. No segundo turno o Rio Negro levou com facilidade e viu o Nacional ser eliminado na primeira fase do mesmo.

O galo estava novamente na final enfrentando o Nacional, e novamente como favorito, no primeiro jogo o resultado de 1-1 não foi suficiente para nenhum dos dois ser campeão. Logo seria conhecido o campeão no segundo jogo:

26 de Agosto de 1986Atlético Rio Negro Clube0-1NacionalEstádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
  35¹'RaulinoPúblico: 42,661

O título novamente ia para o rival, o Rio Negro perdia um título com um time considerado melhor e como favorito.

De 1987 à 1990 - O tetracampeonato

De 1987 a 1990 o Rio Negro conquistou sua primeira e até hoje única grande sequência de títulos do campeonato amazonense de futebol, é um dos três únicos clubes com sequência igual ou superior de títulos.

Nesses anos o galo contou com grandes nomes que tirou jogadores de destaque do eterno rival (Tojal, Paulo Galvão, Marinho Macapá e Luís Florêncio, todos grandes ídolos do rival) e também formou seus ídolos como Luís Roberto e Kleber Brito (campeões nas quatro oportunidades), Bismark (que marcou o gol do TETRA em 1990), Fernandinho, Jason (mais tarde com moderado destaque no Atlético-MG fazendo o gol do título mineiro de 88), João Carlos Cavalo (hoje um dos grandes técnicos da Região Norte),

Neste período disputou a Série B de 1989, onde chegou a terceira fase e estando entre os 16 melhores da competição enfrentaria o Clube do Remo de Belém, a expectativa era grande e eram esperados pelo menos 40 mil pessoas no Vivaldão, mas pouco depois veio o banho de água fria, o Rio Negro foi eliminado no STJD por ter escalado um jogador irregular num dos jogos contra a Anapolina.

Década de 1990

Após a conquista de 1990 que levou ao tetracampeonato, o Rio Negro passou a disputar as divisões inferiores do Campeonato Brasileiro com mais frequência, e ausentou-se do campeonato estadual em 1991, 1994 e 1997, sendo isso geralmente justificado pela falta de recursos para o esporte(muitos de seus dirigentes eram contra o uso de recursos captados pelo setor social). Apesar de tudo, tirando os anos em que esteve ausente, nessa década o Galo só não brigou pelo título em 1995, sendo que obteve uma conquista em 1990, foi vice-campeão em 1992, 1998 e 1999 e terceiro colocado em 1993 e 1996. Tudo isso teria desmotivado a torcida do clube, que ainda se apresentou em grande número de 90 a 92 e no final da década quando obteve o recorde de público do estadual em jogo contra o São Raimundo pela final estadual de 1999.

O clube se via numa situação complicada: sua torcida entrou em protesto e se afastou dos estádios, com isso o clube se viu sem rendas e também com sua velha briga interna que afastou muitos sócios.

    1991

Depois do seu inédito tetra-campeonato, o Rio Negro pegou a toda sua torcida e imprensa de surpresa e mais uma vez estava fora do Campeonato Amazonense. Apontado por revistas esportivas como o clube amazonense em melhor situação naquele ano, a euforia barriga-preta no sonho do penta foi por água abaixo e consequentemente o clube afastou grande parte de seu público que era crescente na época e se aproximava de uma igualdade com o rival. Apesar do afastamento do estadual o clube ainda disputou a Série B do Campeonato Brasileiro, tendo uma péssima campanha.

    1992

Em 1992 o Rio Negro sobrou na primeira fase do Campeonato Amazonense, chegando a ser o melhor clube da primeira fase. Na fase final, porem, não correspondeu às expectativas e acabou perdendo o título para o modesto Sul América que vinha com o apoio de um, à época, grande empresário de Manaus, o clube fechou a fase final aplicando uma goleada de 6-1 sobre o Nacional, mas o Sul América foi campeão antecipado.Nesse mesmo ano o clube disputou o Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C e fez uma campanha razoável, sendo eliminado ainda na primeira fase ficando em 2º lugar num grupo de 5 clubes.

    1993

Em 1993 o Sul América levou o Campeonato Amazonense sem dificuldades, o Rio Negro ficou apenas em 3º lugar, o clube não disputou o Brasileiro naquele ano.

    1994

Mais uma vez o Rio Negro não disputou o Campeonato Amazonense de Futebol.

    1995

Fazendo uma pessima campanha, o clube acabou o torneio em último lugar, mesmo assim ainda disputou a Série C fazendo também uma pessima campanha.

    1996

Em 1996 o clube teve além do Nacional, como grandes adversários o Cliper e o São Raimundo que dificultaram nas fases classificatórias e deixara o clube em 4º lugar. Nas decisivas o Rio Negro se foi forte e brigou ponto a ponto com o Nacional pelo título. Acabou tropeçando e só não foi vice-campeão porque o Cliper obteve pontos bônus graças à sua campanha na fase regular.

    1997

Nesse ano, nem o Rio Negro e nem o Nacional disputaram o campeonato amazonense que foi ganho pelo São Raimundo que era a terceira força daqueles anos e se muniu de seus principais jogadores.

    1998

Nesse ano a disputa foi forte entre Rio Negro e São Raimundo, o clube alvinegro ganhou o primeiro turno e o São Raimundo o segundo. Nas semifinais eliminou o Sul América, enquanto o São Raimundo eliminou o Nacional, ao final o galo perdeu pelo placar de 2-1 na final que foi disputada em jogo único.

    1999

Em 1999 o São Raimundo foi campeão de dois turnos, onde o Rio Negro nos dois teve a oportunidade de ser campeão e perdendo o título na última rodada, no segundo turno o clube perdeu na última rodada justamente pro São Raimundo pelo placar de 3-1.

    Resumo da década

Na década de 90 o Rio Negro conquistou apenas um título, em 1990. Foi ainda vice-campeão nos anos de 1992, 1998 e 1999, alem de ter sido o terceiro colocado em 1993 e 1996, assim, fechando o período estando no podium do campeonato em todas as edições que disputou. O clube se ausentou em 1991, 1994 e 1997.

Década de 2000 - A crise do Galo

O Rio Negro fechou a década de 90 com boa campanha na Série C do Campeonato Brasileiro de 1999.

Após o título estadual de 2001 e o vice-campeonato de 2003, o Rio Negro passou por uma grave crise financeira. O Rio Negro terminou o campeonato amazonense de 2006 em quarto lugar, atrás de São Raimundo, Fast Clube e Nacional. O clube ficou com a vaga na Série C devido à campanha no segundo turno, do qual foi semifinalista. Aquele ano foi considerado o divisor de águas entre o Rio Negro tradicionalmente forte e o Rio Negro em crise que se tornou uma grande decepção para sua torcida desde então. Nessa última boa campanha o "Galo" venceu suas quatro primeiras partidas, incluindo um clássico contra o Nacional. A campanha, considerada regular para um dos mais tradicionais do futebol amazonense, lhe rendeu o 4º lugar geral na competição e precedeu uma série de vexames históricos do futebol do clube.[14]

A crise financeira acabou deixando o clube enfraquecido, resultando num rebaixamento a Série B do Estadual em 2008, obtendo nessa temporada a pior campanha de sua história. Após o rebaixamento, no primeiro semestre, ao disputar a Segunda Divisão, no segundo semestre, ganhou os dois turnos, sagrando-se campeão amazonense da Série B por antecipação, e dando fim ao jejum de 7 anos sem títulos.

Em 2009 o clube novamente montou um elenco fraco, e, como resultado o segundo rebaixamento da sua história para a Segunda Divisão do Campeonato Amazonense. O gigante amazonense que vinha tendo más colocações desde o torneio de 2008, quando já havia sido rebaixado, mas, com aval da FAF disputou a Segunda Divisão e voltou no mesmo ano, viu em 2009 a sua tradição continuar a ser jogada no lixo, ali o pior momento da história do clube no futebol dentro das quatro linhas mostrava-se muito mais critico do que se pensava.

O time, comandado por Carlos Prata, foi rebaixado oficialmente na penúltima rodada do segundo turno, num jogo contra o CDC Manicoré no Vivaldão praticamente vazio, nada equiparado aos momentos de glória já vivenciados pela agremiação dentro do mesmo estádio.

O clube foi novamente rebaixado para a segunda divisão estadual, ficando na 10º colocação entre 10 clubes, com 7 pontos ganhos. Como em 2009 houve mudança no regulamento da competição, o clube jogaria a segunda divisão somente em 2010.

Apesar de sua crise, o Rio Negro não deixou de participar do Campeonato Amazonense. Em 2009 foi especulado que o departamento de futebol fecharia as portas, porém o boato não se confirmou.

Década de 2010

2010 - Série B do Estadual

Em 2010 o clube disputou pela segunda vez a Série B do Campeonato Amazonense, nesta edição o campeonato contou, além do Rio Negro com: Operário de Manacapuru, Clíper, Grêmio Coariense e Tarumã. O Rio Negro terminou o campeonato com o vice-campeonato, perdendo na final para o Operário.

2011

Para o ano de 2011 o Rio Negro firmou parceria com o empresário Robson Ouro Preto, que assumiria a gestão do futebol do clube e este lançou um grande projeto que de início se mostrou promissor, sendo que o início foi com a contratação do atacante Mario Jardel e do técnico português Paulo Morgado. Porém, com o passar das rodadas o clube não obtinha os resultados que eram esperados e o atacante acabou rescindido contrato sem sequer atuar pelo clube, que, ao decorrer do campeonato passou por grandes dificuldades financeiras mesmo com a parceria o que acabou resultando na saída do técnico que assumiu o Fast Clube.

Apesar os problemas que vem acometendo o clube a vários anos, o clube conseguiu se manter na primeira divisão depois de dois rebaixamentos consecutivos, apesar da campanha não ter sido boa.

2012 - O "Time de Guerreiros"

Na mais recente edição do campeonato estadual, o Galo alvinegro montou um time relativamente inferior aos demais, e emplacou logo três derrotas em seus três primeiros jogos, vencendo apenas na 4ª rodada. Porém, o pior ainda viria, o clube perdeu por inconsoláveis 7 gols a 0 para o maior adversário. Naquele momento, os poucos torcedores que estavam no estádio e acompanharam os momentos áureos do clube, não almejavam mais nada do clube, que recentemente havia empossado Iane Geber como seu técnico. Iane foi enfático ao dizer que os resultados de seu trabalho no clube sairiam apenas no segundo turno, e que era para torcida permanecer confiante. O galo terminou a primeira fase em último lugar e com apenas 4 pontos.

    2º turno

No segundo turno, o Rio Negro lutaria contra tudo para livrar-se de mais um rebaixamento, e de passar maiores vexames, como o terceiro rebaixamento. Mas, na sua estreia, veio logo a maior surpresa, venceu o Princesa, até então vice-campeão do primeiro turno, por 3-2 em Manacapuru.

Enquanto alguns ainda se mostravam surpresos, e se contentavam pelo fato de ter vencido um time "cansado", na segunda rodada o clube venceu o fraco CDC Manicoré, perdendo na 3º novamente para o Nacional, desta vez apenas por 2-0. Mas, Iane Geber, havia motivado bastante o time, que, foi somando os resultados e acabou emplacando a classificação a uma decisão na primeira divisão depois de 6 anos sem disputar mata-mata.

Nas semifinais, o alvinegro da Praça da Saudade enfrentou o Fast Clube, levando a decisão para os pênaltis após dois empates em 0-0, porém, acabou sendo eliminado, sendo impedido de chegar a uma decisão de turno depois de 9 anos. A campanha foi considerada honrosa pela torcida do clube, que acabou apelidando o elenco de "time de guerreiros".

Apesar da boa campanha no segundo turno, o clube ficou em 8º na Classificação geral, devido à péssima campanha no primeiro turno.

2013

Depois de uma arrancada impressionante, que só foi detida por força do regulamento, muito se esperou do Galo para a temporada de 2013. No final de 2012,como sempre, apareciam planos aos montes que sonhavam em alavancar o clube financeiramente, mas, como sempre tudo acabou no ditado popular,indo por "água abaixo". Os maus resultados voltaram, e, o clube acabou sendo novamente rebaixado(pela 3ª vez em sua história).

O clube sonhou com a não realização da Série B do estadual em 2013, o que poderia mante-lo na primeira divisão, o que acabou não acontecendo.Em 2013 o galo voltou a ser rebaixado depois de duas temporadas seguidas na primeira divisão.

Segundo seu presidente Thales Verçosa, o Rio Negro devia, até seu empossamento, cerca de R$4 milhões em dividas com a receita Federal e causas trabalhistas. O mesmo garantiu ter eliminado R$400 mil desse montante.

2014

A disputa da Segunda Divisão do Campeonato Amazonense foi suspensa pelo presidente da FAF Dissica Valério, com o objetivo de alavancar o futebol amazonense com 15 times na disputa do estadual em 2015.[15]

2015

Com a persistência da crise, o Rio Negro voltou a fazer um time modesto e a mostrar um futebol fraco: penúltimo na tabela de classificação, ficando a frente apenas do Operário de Manacapuru, só não disputando a Segunda Divisão em 2016 por conta da mudança de calendário que transferiu o estadual centenário para o segundo semestre de 2016.

2016 - o golpe de Henrique Barbosa

Em 2016 o "Galo" começava mais uma temporada sem grandes ambições, por conta das suas dividas. No período de preparação pro Campeonato Amazonense de Futebol de 2016 o então presidente Thalles Verçosa anunciou uma parceria que até então era vista com vislumbre pelos torcedores, nela o departamento de futebol foi assumido pela empresa Excellence Football gerida por Henrique Barbosa que logo anunciou a contratação do ex-jogador Dodô como técnico,[16] além de jogadores como o atacante Abuda (com passagem pelo Vasco da Gama e Alan Bahia (com passagem pelo Atlético Paranaense).[17] Tudo parecia muito grande perante a situação financeira do clube e logo a realidade chegou: sem ao menos estrear como técnico, Dodô pediu demissão e saiu acusando a falta de estrutura e o atraso nos salários. O ex-jogador e agora ex-técnico do Rio Negro disse em entrevistas que o que foi oferecido não era nem o básico para a prática de futebol profissional.[18]

Assim que chegou em Manaus apresentando o "projeto ambicioso" em conjunto com o Rio Negro, Henrique Barbosa foi alvo de matérias jornalísticas que denunciavam uma má imagem do gerente de futebol em outros estados. Utilizando outras razões sociais, Henrique já teria tentado entrar no Amazonas ao solicitar parceria com o São Raimundo e também com o Fast Clube, onde o mesmo chegou a inserir em cláusula que a sua empresa teria direito a parte de possíveis cotas financeiras que os clubes recebessem.[17] O presidente Thalles Verçosa chegou a admitir que fechou a parceria sem investigar a outra parte, quando a imprensa local levandou a "ficha" do empresário.[19] Após a saída de Dodô, diretores do clube, evitando falar dos problemas encontrados, chegaram a acusar o ex-jogador de "estrelismo" e que o mesmo deu como principal causa da sua saída a não confiança na empresa que estava gerindo o departamento de futebol, apontando ainda que os empresários responsáveis não possuíam dinheiro ao menos para comprar passagens de atletas.[18] Pouco tempo depois, Henrique Barbosa foi para São Paulo alegando que sofrera um infarto e abandonou o clube com suas pendências e dividas, de acordo com o presidente Talles "dessa vez não conseguiram levar nada" mas após o termino do estadual ele admitiu "Fomos enganados".

    A boa campanha no estadual

Após a saída de Dodô o comando técnico passou para as mãos de Aderbal Lana, que apesar das dificuldades conseguiu levar o time as semifinais do Campeonato Amazonense onde no jogo decisivo o "Galo" enfrentou a equipe do Fast Clube que viria a ser campeã daquele ano. No jogo pesou principalmente a média de idade elevada dos jogadores do "Galo" que após um campeonato fadigoso com jogos as onze da manhã encontravam-se desgastados. O placar da partida terminou em 2x1 a favor do Fast mas não manchou a heroica campanha feita pelo time, a despeito do que acontecera nos bastidores.

Nova campanha regular em 2017

As projeções para o Rio Negro em 2017 eram otimistas, o que não se via desde 2006, pelo menos. Uma parceria frutifera trouxe nomes conhecidos ao clube alvinegro, como o técnico Aderbal Lana que estava no rival Nacional e os jogadores Leonardo e Cristiano, alguns dos destaques.

O início foi avassalador, conquistando simbolicamente o primeiro turno do estadual e nesse percurso acabando com o tabu de 11 anos sem vencer o Nacional. Lana saiu ao decorrer do campeonato e para seu lugar foi contratado Alemão, que não obteve grandes resultados. O clube que tinha uma campanha impecável acabou perdendo pontos importantes e saiu do G4 na última rodada ao perder em Itacoatiara para o Penarol.

Ao contrário de 2016 onde ficou em 4º lugar, o 5º lugar geral em 2017 surpreendeu de forma negativa, uma vez que o Galo foi apontado durante parte do campeonato como um dos favoritos ao título.

A torcida se empolgou com a leve melhora do quadro geral do clube que vinha há pelo menos 10 anos figurando de forma negativa no estadual. Em 2017 venceu duas vezes o Nacional e uma vez o Fast Clube, seus ferrenhos adversários.

2022 - Campeão da Segunda Divisão

Em 2022 o Rio Negro completava sua terceira temporada na Segunda Divisão. O clube então teve seu departamento de futebol assumido por jovens torcedores. O trabalho deu frutos e o clube acabou o Campeonato Amazonense de Futebol de 2022 - Segunda Divisão como campeão com 100% de aproveitamento. Na primeira fase o "Galo" teve de longe a melhor campanha, vencendo os 8 jogos. Depois, na Semifinal, foi impiedoso ao eliminar o RB do Norte com vitórias de 6 a 0 e 4 a 1, assim garantindo seu retorno à elite estadual. Na final, entrentou o Parintins e novamente mostrou superioridade ao vencer por 3 a 1 e assim garantir também o título da competição. O "Galo" venceu todas as partidas do campeonato.[20]

Títulos no futebol

  Campeão Invicto

CONTINENTAIS
CompetiçãoTítulosTemporadas
Taça Internacional da Guiana11963
REGIONAIS
CompetiçãoTítulosTemporadas
 Campeão do Norte - Taça Almir Albuquerque11973
 Torneio Quadrangular Independência do Brasil11974
 Torneio Amazonas x Pará11928
ESTADUAIS
CompetiçãoTítulosTemporadas
 Campeonato Amazonense17(1921, 1926, 1927, 1931, 1932, 1938, 1940, 1943  , 1962, 1965, 1975, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990 e 2001).
 Campeonato Amazonense - Segunda Divisão3(1917, 2008 e 2022  )
 Taça Amazonas9(1965, 1976, 1979, 1982  , 1987  , 1990, 1992  , 1998, 2003  )
 Taça Cidade de Manaus5(1973  , 1982, 1983, 1984, 1986)
 Taças de Terceiro Turno11975  
 Torneio de Integração do Amazonas11988  
 Torneio Inicio ACLEA11(1933, 1966, 1968, 1969, 1979, 1980, 1982, 1983, 1990, 1995 e 2002)
 Torneio João Havelange11960

Outras conquistas

¹Campeonato Amazonense de Segundos Quadros

Categorias de Base

Estes são apenas alguns dos títulos das categorias de base, por conta da escassez de registros, não é possível listar todos precisamente.

Campanhas em destaque

Faltam dados de várias edições da competição.

Estatísticas do Futebol

Participações

Participações em 2020
CompetiçãoTemporadasMelhor campanhaEstreiaÚltimaP  R  
 Campeonato Amazonense81Campeão (17 vezes)191420194
2ª Divisão5Campeão (2008 e 2022)200820225
 Campeonato Brasileiro626º colocado (1974)19731983
Série B89º colocado (1986)19801991
Série C810º colocado (1992)19922006
Copa do Brasil6Oitavas de final (1990)19892004

Grandes jogos e goleadas

Jogos Interestaduais

Vitória em confronto amistoso sobre o famigerado clube carioca. O Flamengo vinha a Manaus para uma "temporada" de dois jogos e acabou derrotado. Neste jogo um atleta barriga-preta se destacou, o jogador Jorge Nobre fez os três gols do galo.[21]

Jogo válido pela segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1983

O Vasco esteve em Manaus para um amistoso festivo contra o Rio Negro. O "galo" contou para essa partida com o concurso de Dadá Maravilha que acabou marcando dois dos três gols do alvinegro amazonense.[23]

O adversário vinha a Manaus como campeão brasileiro e a partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro de 1983. O galo jogou de igual e conseguiu um excelente resultado frente ao clube carioca, que viria a ser bicampeão ao final do torneio. Dirigentes e jogadores do Flamengo se envolveram numa grande polêmica após a partida ao criticar o estádio, a torcida e até o clima de Manaus.[24][25]

O Rio Negro perdeu o jogo, porém um fato tornou o jogo histórico: Para aquele jogo o clube contou com o ídolo vascaino Roberto Dinamite que acabou por fazer os dois gols do clube.

A grande goleada aplicada pelo clube barriga-preta revelava sua ótima fase, onde chegou em um período de 11 jogos a vencer 5, empatar outras 5 e perder apenas 1. Chegou a ser o melhor clube do Norte e Vice-campeão do Norte-Nordeste naquele ano.

O clube mineiro contava com grandes jogadores e era um dos mais fortes naquele início dos anos 70, tanto que em 1971 foi o primeiro campeão brasileiro de futebol, o Rio Negro jogou com garra e teve seu goleiro Iane destacado pela imprensa daquele estado.

A maior goleada do Rio Negro em Série C do Campeonato Brasileiro, aquele ano foi um dos últimos de grande apresentação do clube alvinegro.

Primeira vitória do Rio Negro como mandante em campeonatos oficiais fora do Amazonas depois de instaurado o profissionalismo no estado, o jogo foi valido pelo Torneio Norte-Nordeste naquele ano vencido pelo conterrâneo Fast Clube.

Este jogo foi a estreia histórica do "Galo gigante do norte" no Campeonato Brasileiro de Futebol.

Foi a primeira vitória do Rio Negro pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, com mais de 15 mil presentes.

Primeira vitória do galo como visitante em jogos validos pelo Campeonato Brasileiro de Futebol. o clube vinha de uma derrota amarga contra o Atlético Mineiro, onde a atuação do juiz foi muito contestada e a vitória fora de casa serviu como um alento.[26]

Na primeira visita de um clube maranhense à capital do Amazonas, o galo não tomou conhecimento do adversário.

A equipe pernambucana chegou a Manaus com muito bom cartaz, mas acabou sendo derrotado pela equipe alvinegra.

Jogos estaduais

  • 13 de Março de 1927 - Rio Negro   25x0   Grupo Internacional Visconde - Campo do Luso

Jogo válido pelo Campeonato Amazonense de Futebol com resultado que é considerado como a maior goleada em partidas oficiais no futebol brasileiro.

A maior goleada aplicada pelo Rio Negro no clássico na era profissional.

A segunda maior goleada aplicada pelo Rio Negro no clássico na era profissional. Jogo válido pela fase final do Campeonato Amazonense de 1992.

Final do campeonato de 1990, com gol de Bismark, quando o Rio Negro conquistou seu inédito e até o momento único tetracampeonato amazonense.

Registros históricos

  • O jogo com maior número de gols aplicado pelo Clube foi um Rio Negro 25-0 Internacional, em 13 de Março de 1927, no Campo do Luso, em Manaus.
  • O maior artilheiro em uma temporada pelo Rio Negro foi Lívio com 22 gols em 29 partidas disputadas no ano de 1976.
  • O recordista de gols em uma única partida foi o jogador Indio, que marcou 5 gols na vitória do Rio Negro de 6-1 frente ao Penarol no dia 12 de Maio de 1984.
  • O gol mais rápido feito por um jogador do Rio Negro foi também o mais rápido da história do futebol Amazonense, o gol foi marcado por Carlos Alberto Silva que estreava no Rio Negro aos 10 segundos de jogo, no empate de 2-2 contra o São Raimundo no dia 22 de Junho de 1989.
  • O Rio Negro foi o primeiro Clube do Amazonas a ser homenageado por uma escola de samba do grupo especial do carnaval de Manaus, em 1997, a Mocidade Independente de Aparecida homenageou o Galo com o enredo "Skindá, Skindô, É gol!"
  • Em 2013, ano do seu centenário, o Rio Negro foi homenageado novamente por uma escola de samba do grupo especial do carnaval de Manaus, a Presidente Vargas, com o enredo "Em seus espelhos se reflete a tradição, nos esportes, garra e coração. Atlético Rio Negro Clube - 100 anos de amor e paixão".
  • O goleiro com maior tempo sem tomar gols vestindo a camisa barriga preta foi Luís Roberto, que passou exatos 802 minutos sem tomar gols, sequência quebrada por Cido, atacante do Princesa do Solimões no jogo Rio Negro 2-1 Princesa ocorrido em 29 de Julho de 1987.
  • Os recordistas de títulos pelo Rio Negro foram Luís Roberto e Kleber Brito, com 4 títulos cada um.
  • Em 1982 o Nacional fugiu do jogo final do Campeonato Amazonense contra o Rio Negro. Assim, o Rio Negro foi declarado campeão, vencendo a partida final por WxO, fato este que nunca foi esquecido pelo torcedor do clube
  • O clube é um dos poucos a utilizar um mesmo modelo de uniforme por quase toda sua existência
  • O Galo como prova de sua grandeza tem vários clones na região norte, principalmente no interior do Amazonas e Pará, e no estado de Roraima, onde está sediado o clone mais popular do Rio Negro.
  • O atacante Roberto Dinamite, grande ídolo do Vasco-RJ jogou pelo Rio Negro em um jogo no dia 12 de Dezembro de 1990, o jogo da ocasião era contra o Flamengo que venceu por 3-2, os dois gols do galo foram marcados por Dinamite.
  • O Rio Negro sempre acusou o rival Nacional de obter conquistas contestáveis, e por este motivo o clube se afastou do futebol de 1946 a 1960, o motivo deste afastamento seria um título do Rio Negro entregue injustamente ao rival.
  • Os torcedores do Rio Negro apelidaram o Nacional de "tribunaça" pelas conquistas, que segundo os "barrigas-pretas", são injustas.
  • O Rio Negro é o único da Região Norte a ter um clone profissional, o Rio Negro-RR que tem o mesmo nome, escudo, mascote e cores do clube manauara.
  • A miss Amazonas Terezinha Morango foi eleita Miss Brasil representando além do Amazonas, também o Atlético Rio Negro Clube
  • O Judô e o Jiu-Jitsu no Amazonas, começaram a ser praticados na sede social do Rio Negro, sobre a batuta do mestre Soishiro "barriga-preta" Satake, em 1915. Existe uma tese que afirma que essas práticas foram as primeiras do Judô e do Jiu-Jitsu no Brasil.
  • O clube teve durante anos a sua revista oficial, como forma de comunicação oficial com a sua grande torcida, a mais famosa delas é a "Rionegrino".

Campeonato Brasileiro - Série A

  • Os clubes que mais enfrentou pelo Campeonato Brasileiro de Futebol Série A foram o Ceará e o Paysandu, enfrentando 6 vezes cada clube, depois destes vem o rival Nacional que enfrentou 5 vezes.
  • O melhor retrospecto foi contra o Paysandu, vencendo três vezes o clube paraense, empatando uma vez e perdendo duas vezes.
  • Nilson Santos foi o atacante que mais fez gols no campeonato brasileiro pelo Rio Negro, no total vez 10 gols em 32 jogos.
  • O Atacante Jorge Cuíca foi quem mais jogou no clube atuando pelo campeonato brasileiro jogando 48 jogos; seguido pelo lateral Almir e pelo zagueiro Zé Carlos com 47 jogos disputados cada um.
  • Os três que mais jogaram foram também os três que mais venceram, sendo que cada um venceu 13 jogos com a camisa barriga-preta
  • Décio Leal foi o técnico que dirigiu o clube por mais jogos no Campeonato, dirigiu o clube em 19 jogos e venceu 6 jogos, empatou 7 e perdeu 6.

Campeonato Brasileiro - Série B

  • O clube que mais enfrentou pelo Campeonato Brasileiro da Série B foi a Tuna Luso Brasileira, clube que não venceu uma vez sequer.
  • O melhor retrospecto foi contra o Moto Clube de São Luís e Dom Bosco, com 100% de aproveitamento vencendo os dois jogos que disputou contra cada um destes clubes.
  • O pior retrospecto foi contra o Sampaio Corrêa-MA onde perdeu todos os três jogos que disputou contra este, com 0% de aproveitamento.
  • A melhor participação do clube na competição foi em 1986, quando ficou em 9º lugar, a apenas dois pontos do acesso à Primeira Divisão.
  • Foi eliminado no tapetão em 1989, após eliminar o Anapolina na segunda fase do torneio e já se preparando para enfrentar o Remo de Belém, o clube foi punido com a eliminação após a escalação irregular de um jogador contra o adversário da segunda fase.

Campeonato Brasileiro - Série C

  • Na edição de 1999, o Rio Negro teve uma das melhores medias de público dentre todas as divisões do Campeonato Brasileiro de Futebol.
  • A última participação do clube nessa competição foi em 2006, quando terminou em 16º lugar.

Ídolos e Grandes atletas

Ídolos

  • Clóvis "Aranha Negra - Clovis Amaral Machado, goleiro natural de Parintins, defendeu o "Galo" de 1963 a 1970 e depois em 1973, fazendo um total de 119 jogos. Foi campeão amazonense pelo clube em 1965. O goleiro se tornou conhecido por usar uma toalha vermelha que sempre amarrava na rede do gol, o que, segundo alguns, tornava sua meta impenetrável. Clóvis foi um dos poucos jogadores de futebol do Amazonas a ter uma despedida oficial, na ocasião de um amistoso contra o Bangu em Junho de 1982 que terminou empatado em 0 a 0. Clovis saiu com pouco mais de 12 minutos do 2º tempo, dando então uma volta olímpica no Estádio Ismael Benigno, sendo aplaudido pelo público presente. Clóvis faleceu em 12 de Outubro de 2020 em decorrência da COVID-19[27][28]
  • Luizinho “Mão de Grude”(Luíz de Souza Gonçalves) - goleiro natural de Parintins, chegou ao Rio Negro com a promessa de ser o substituto do consagrado Iano. Luizinho ficou no "Galo" até 1945, ano que o clube se desagradou com a federação e se afastou do futebol. Foi campeão de fato em 1940 e 1943 e de direito em 1945, pelo Rio Negro. O último grande goleiro do clube antes do seu afastamento.[29]
  • Roberto Berdana (Roberto Almeida Jorge Elias) - O clube tem como um dos seus maiores artilheiros o atacante amazonense, que jogou futebol pelo clube na década de 60. Roberto tinha um chute forte e preciso e deu muitas alegrias a torcida do "galo" sendo o primeiro atacante na história do futebol mundial a marcar gols chutando a bola de bico no ar (sem deixar a bola cair no chão), feito inédito na história do futebol. Roberto, por ter atuado pelo clube durante muitos anos, recebeu o título de sócio benemérito no dia 13 de novembro de 1975.
  • Ademir(MC); Meia-armador pernambucano, deu muitas glórias ao clube onde jogou de 1964 a 1969, sendo participante ativo do título de 1965.
  • Bezerrinha, (A), natural de Tefé fez parte do grupo de ataque barriga-preta que ficou conhecido como "Os granadeiros" e foi campeão pelo clube. Ficou apenas dois anos no futebol de Manaus, por exigências familiares parou de jogar aos 20 anos de idade.
  • Berg (Ninimberg dos Santos Guerra) - meia-esquerda, é considerado a grande revelação do clube, fazendo parte do time campeão amazonense em 1982, que é considerado um dos melhores da história do clube. Ainda disputou com destaque o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983 pelo "Galo" depois se transferindo pro Botafogo, onde fez sucesso.[30] Depois, transferiu-se para o Botafogo, onde ficou muitos anos e obteve grande destaque.[31]
  • Lé (João Chaves Garcia) - ponta-esquerda manauara, foi um dos mais destacados do clube antes de seu afastamento em 1946. Lé foi campeão baré pelo "Galo" em três temporadas. Fez parte do temido ataque barriga-preta do final da década de 30 que ficou conhecido como "os granadeiros" por "bombardearem" os adversários.[32]
  • Catita (Wilson Ferreira da Silva) - zagueiro temido em seu tempo, Catita chegou a o Rio Negro em 1960 ficando até 1969. Foi campeão estadual pelo "Galo" nos anos 1962 e 1965.[33]
  • Iano (G), Iano Monteiro foi um grande goleiro da década de 40, começou no Nacional e mais tarde se transferiu pro Galo onde ficou cerca de 8 anos e foi tricampeão amazonense.
  • Iane Geber Jamel (G), também goleiro, foi campeão em 1975 em uma final contra o Nacional. Iane sempre recorda um jogo em que jogou com garra e segurou o empate pelo clube perante o Atlético-MG em pleno Mineirão. Saiu do Rio Negro em 1978 para jogar no Remo do Pará, onde não foi bem aproveitado.
  • Horácio (Horácio Rodrigues do Nascimento Neto)- Um dos maiores atacantes que fizeram parte da história do Rio Negro, atuou no clube de 1960 a 1967 e fez parte dos quadros campeões de 1962 e 1965 em decisões contra o Nacional, que ficaram na memória do torcedor alvinegro.[34]
  • Marcus Paiva(G), Outro goleiro que começou no Nacional, Marcus foi para o Paysandu de Belém e voltou a Manaus em 1960 para defender o clube alvinegro.
  • Marcílio (Z), Lateral esquerdo da década de 40, iniciou sua carreira no Fast Clube e ganhou destaque no Rio Negro onde foi campeão de 1943 e de direito em 1945. Naquele período formou com Amâncio e Darcy a sólida defesa barriga-preta até 1946 quando o Galo saiu do futebol.
  • Luís Roberto(G), natural do interior paulista, defendeu o Rio Negro e seus maiores rivais (Fast Clube e Nacional). Pelo Rio Negro foi campeão em todos os anos do tetracampeonato alvinegro, sendo que ele ganhou grande destaque e foi por muitas vezes escolhido pela imprensa o melhor goleiro do Amazonas da época.
  • Tobias (G): veio para o Galo com 33 anos e jogou no clube no ano de 1982, foi campeão pelo clube e disputou o Campeonato Brasileiro de 1983.
  • Kleber Brito(Z), defendeu o galo da praça da saudade no período de 1983 a 1990 e fez parte dos elencos que conquistaram o maior feito do clube, o tetracampeonato amazonense de 87-90. Por sua grande atuação, o atleta recebeu uma placa de prata do clube barriga-preta.
  • Bismark (Bismark Nascimento Aguiar), formado nas divisões de base do Galo, fez o gol do tetracampeonato em 1990 e depois foi vendido ao Santo André (SP), chegou a ser cogitado pelo São Paulo do "Mestre" Telê Santana, mas os clubes não chegaram a acordo. Fez carreira em Portugal.
  • Paulo Galvão - Um dos maiores zagueiros do norte do país nos anos 80, começou a carreira muito cedo, ainda muito jovem foi campeão estadual pela extinta Rodoviária, depois foi inúmeras vezes campeão pelo Nacional e foi bicampeão pelo Rio Negro em 87 e 88, mesmo sendo adversário muitas vezes foi sempre respeitado pela torcida do Galo, por isso foi muito bem recebido no clube.
  • Cláudio Coelho - atacante nascido em Manaus a 9 de maio de 1917, foi multicampeão no Amazonas como jogador e como técnico. Por ocasião do destino, Cláudio pertencia ao Nacional mas acabou ficando livre após o rival se licenciar em 1938, vindo então para o Rio Negro onde conquistou os campeonatos de 1938, 1940 e 1943. Saiu do "Galo" justamente por este "abandonar" o futebol em 1945. Mais tarde retornou, agora como técnico, em 1960. Ele levou o "Galo" ao primeiro título pós-hiato de 14 anos, em 1962. Voltou a ser campeão em 1965. Um episódio considerado marcante de Cláudio se deu em 1939, ainda como jogador, quando "roubou" a bola de jogo para não deixar o Nacional bater um pênalti. Sua atitude fez o jogo de uma final ser suspenso.[35]
  • Hugo Guimarães - goleiro que defendeu o clube no bicampeonato de 1931-32. Apesar do sucesso local, abandonou o futebol ainda jovem.[36]

Futebolistas renomados

 
Silva, jogador convocado para a Copa de 1966, passou pelo clube quatro anos depois de ser artilheiro do Campeonato Argentino de Futebol pelo Racing.

Grandes jogadores do cenário nacional passaram pelo Rio Negro, alguns confirmando sua fama, outros decepcionando a torcida. Podemos listar:

  • Denilson - volante carioca com passagem pela Seleção Brasileira, participou da Copa de 1966. Tinha grande destaque no Fluminense e foi contratado pelo clube barriga-preta em 1973, disputando parte do Campeonato Amazonense e todo o Campeonato Brasileiro de Futebol do mesmo ano. No "Galo" recebia um salário que foi considerado "milionário" pela imprensa do sul.[37]
  • Edson Borracha - goleiro mineiro com passagem pelo Vasco da Gama, Fluminense e Seleção Brasileira de Futebol. Atuou pelo Rio Negro em 1973, longe de ser um grande destaque, já que apresentava muitos problemas extra-campo.[38]
  • Reinaldo - atacante mineiro que atuou pela Seleção Brasileira de Futebol até 1985 (jogou a Copa do Mundo de 1978) e tinha expressiva passagem pelo Atlético Mineiro, onde é ídolo. Foi contratado pelo Rio Negro em 1986 na altura dos seus 29 anos. O "Galo" foi seu 3º clube, mas, por conta de suas ambições, ficou menos que quatro meses em Manaus, onde pouco rendeu.[39]
  • Silva "O Batuta" - atacante paulista, foi mais um dos que jogaram a Copa de 1966 e depois fizeram parte do elenco que disputou o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1973, onde atuou em oito partidas.
  • Jason Rodrigues Corrêa - atacante amapaense, foi campeão amazonense pelo "Galo" em 1987 sendo artilheiro do clube com 19 gols em 19 jogos. Com seu destaque, foi contratado no ano seguinte pelo Atlético Mineiro[40] onde fez o gol do título estadual do clube naquela temporada.[41]
  • Darinta - zagueiro paraense natural de Santarém, fez parte do histórico time de 1982. Darinta fez grande cartaz no futebol paraense, e teve passagem pelo Palmeiras em 1981.[42]
  • Tobias (José Benedito Tobias) - goleiro paulista que fez parte do histórico time que acabou com o jejum do Corinthians em 1977, chegou ao "Galo" em 1982, ficando até 1983.[43]

Artilheiros do Estadual

Os artilheiros que o Rio Negro fez durante todo o campeonato profissional foram:

  • 1965 - Sabá Burro Preto, 10 gols em 12 jogos
  • 1966 - Sabá Burro Preto, 8 gols em 9 jogos
  • 1969 – Santos, 9 gols em 11 jogos
  • 1972 – Santarém, 6 gols em 11 jogos
  • 1976 – Lívio, 22 gols em 29 jogos
  • 1982 – Índio, 9 gols em 10 jogos
  • 1983 – Tita, 14 gols em 20 jogos
  • 1986 – Wolney, 15 gols em 12 jogos
  • 1987 – Jason, 19 gols em 19 jogos
  • 1990 – Marcão, 7 gols em 9 jogos
  • 1992 – Humberto, 9 gols em 17 jogos
  • 2017 – Leonardo, 10 gols em 14 jogos

Rankings de Futebol

  • Posição: 66º
  • Pontuação: 16 pontos
  • Posição: 60º[44]
  • Pontuação: 75 pontos

Rivalidades

Clássico Rio-Nal

 Ver artigo principal: Rio-nal

O Rio Negro tem como rival número um o Nacional, e com este faz o clássico mais antigo da Região Norte e o maior clássico futebolístico Amazonense, o Rio-Nal que por muito tempo concorria com o clássico paraense "Re-Pa" o título de maior clássico de futebol do norte. O maior clássico sempre foi o que mais levou público nos jogos em Manaus, sempre contou com a grande presença da torcida alvinegra. Além das competições oficiais e amistosas em nível estadual, as duas equipes chegaram a disputar jogos pelas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Torneio Norte-Nordeste. Nos histórico de confrontos, contra o Nacional é o único onde o Rio Negro apresenta retrospecto negativo[45].[46]

    Estatísticas

Foram contados apenas jogos a partir de 1964(ano do profissionalismo no estado). Inclui se jogos do Campeonato Amazonense, Taças estaduais oficias, Campeonato Brasileiro das Series A, B e C; Copa do Brasil e Jogos Amistosos datados.

Último jogo considerado: Nacional 5-0 Rio Negro, pelo Campeonato Amazonense de Futebol de 2019, no dia 4 de Abril de 2019, no Estádio Ismael Benigno.

Estatísticas
Número de jogos231
Vitórias do Nacional90
Vitórias do Rio Negro61
Empates80
Número de gols488
Gols feitos pelo Nacional294
Gols feitos pelo Rio Negro194

Clássico Rio x Fast

 Ver artigo principal: Clássico da Elite
    Estatísticas

Com o Fast Clube, a rivalidade é de longa data, pois o Fast Clube nasceu de dissidentes do Nacional que sempre viram no Rio Negro um grande rival. Nas décadas 30, 40 50, 60 e 70 o Fast Clube formava ao lado do Galo e do Nacional o Trio de Ferro do Futebol Amazonense, o que o tornava sempre um adversário difícil e também chamava grande atenção da imprensa local. Os dois sempre realizaram grandes empates, e a imprensa amazonense sempre tratou o confronto como um clássico que sempre era decisivo para os campeonatos locais.

Último jogo considerado: Fast Clube 1x1 Rio Negro, pelo Campeonato Amazonense de Futebol de 2019, no dia 17 de Março de 2019, no Estádio Roberto Simonsen.

Estatísticas
Número de jogos159
Vitórias do Fast Clube57
Vitórias do Rio Negro63
Empates39
Número de gols366
Gols feitos pelo Fast Clube184
Gols feitos pelo Rio Negro182

Outros rivais

Além do Nacional e do Fast Clube, o Rio Negro encontra também grande rivalidade no emergente São Raimundo, e apesar de ter perdido muito de seu prestigio, antigamente o Rio Negro era um dos dois clubes a serem batidos em Manaus, logo um grande rival para qualquer clube de futebol do Amazonas.

  • São Raimundo – Uma rivalidade nova, pois com o crescimento repentino do São Raimundo e as finais que os dois clubes fizeram em 1998 e 1999 acirrou-se os ânimos entre os torcedores, o que também chamou grande atenção para os confrontos seguintes. Sendo que em uma dessas finais se tem o maior público pagante da história do campeonato amazonense, sendo que os 47.188 da segunda final de 99 nunca foi batido.
Estatísticas
Número de jogos87
Vitórias do São Raimundo23
Vitórias do Rio Negro43
Empates21
Número de gols230
Gols feitos pelo São Raimundo93
Gols feitos pelo Rio Negro137
  • Olímpico Clube - Com o Olímpico a rivalidade aflorou com as decisões de título do Campeonato Amazonense de Futebol, nos anos 40 e a força do clube dos "Cinco aros" nos anos 60 e 70 quando o "Galo" voltou ao futebol. Mas, a grandeza dessa rivalidade vinha das quadras, onde era considerada a maior: Rio Negro e Olímpico eram as principais forças do Basquete amazonense onde decidiram muitos títulos, e também tiveram importantes "prélios" no Vôlei. Com o passar dos anos, o adversário abandonou o futebol, e depois também os torneios oficiais de quadra, mas, a rivalidade entre ambos está na história[47].

Outros esportes

Além do futebol, o Rio Negro também mantem atividades no handebol, voleibol, futsal, natação, basquetebol e judô entre outros, sendo sempre forte nessas modalidades, obtendo várias conquistas. O Clube conta com um ginásio particular para praticá-los, e este tem a capacidade de cerca de 2.000 lugares. Em 2012 montou o time de futebol americano Rio Negro Mustangs, em parceria com o time Mustangs.

É um dos clubes que mais representam o estado do Amazonas em competições regionais e nacionais em diversos esportes, principalmente nos esportes de quadra. Nestes esportes o que mais se destaca é o voleibol onde é muito prestigiado na Região Norte, também tem grande reconhecimento no handebol. Foi no Rio negro que começou a se difundir o futebol de salão dentro do estado do Amazonas, onde o clube foi a primeira grande potencia.

 Futsal

A tradição do Rio Negro também entra na quadra, o clube tem a mais tradicional equipe de futsal do estado, mas, apesar de ser colecionador e taças, o clube encontra-se desfiliado da Federação Amazonense de Futebol de Salão, ficando de fora dos torneios oficiais já há alguns anos. O clube foi uma das principais forças do futebol de salão do estado na primeira fase dos torneios estaduais, quando estes eram organizados pela antiga Federação Amazonense de Desportos Atléticos.

O galo foi o pioneiro do esporte no Amazonas, quando Carlos Coelho, amazonense de família de origem portuguesa, morador do bairro de Aparecida, gerente de esportes do Atlético Rio Negro Clube por meio de seu amigo Mansueto de Queiroz, homem de imprensa, filiado aos Diários Associados, trouxe em 1953 de São Paulo, onde fazia sucesso, a modalidade para Manaus e implantou no clube, na época era praticado em quadras de basquete.

A partir de então o Rio Negro difundiu esse esporte, primeiramente entre seus associados organizando competições de âmbito interno com a participação de equipes que sugeriam as cores do clube como barriga preta, barriga branca, negão, alvinegro, de onde surgiram vários craques, estes considerados atletas históricos como Nazaré, Guaxinaldo, Álvaro Mestrinho, Amando, Flávio e Orlando Rebello. Como curiosidade vale salientar que já àquela época o Futsal era praticado no naipe feminino. Senhoras, adolescentes e crianças assistiam aos jogos promovidos pelo clube e logo se apaixonavam pela modalidade

Em 2004, o Rio Negro foi o primeiro representante do Amazonas na Taça Brasil de Futsal Sub-17 feminino, competição ocorrida em Maringá, Paraná. Atualmente, mantém ativa sua escolinha de futsal, que conta com meninos e meninas a partir dos 5 anos de idade e também equipes de base que disputam competições locais.

    Títulos

Lista-se aqui alguns dos títulos com referência, do Rio Negro no futsal, que são muitos:

  •  Campeonato Amazonense de Futsal - Adulto: 3(1976-85-88)
  •  Campeonato Amazonense de Futsal - Infantil: 04(1986-87-88-89)
  •  Campeonato Amazonense de Futsal - Infanto-Juvenil: 01(1988)
  •  Campeonato Amazonense de Futsal - Juvenil: 01(1989)

  Vôlei

O vôlei no Amazonas foi introduzido também pelo Rio Negro, no ano de 1928 pelas mãos de desportistas como Ésio, Heitor, Lúcio, Edwuino, Euclides e Arthur, que formaram o primeiro time da modalidade no estado.[3] A partir de então o clube se tornou a equipe mais tradicional deste esporte, sendo o principal campeão amazonense nos primeiros anos de disputa.

Campeão do Norte-Nordeste

Em 1975 o "Galo" conquistou a Copa Norte-Nordeste de Vôlei, da categoria masculina, disputada na cidade de Belém. Na decisiva o clube amazonense enfrentou justamente o clube local, Clube do Remo, no ginásio Serra Freire. O time barriga-preta perdeu o primeiro set mas chegou a virar 2 sets a 1 mas a equipe paraense resolveu dificultar vencendo o 4º set. No set desempate o Rio Negro chegou a estar atrás por 4 a 0 e 8 a 4, mas se organizou e venceu por 15 a 13, assim se consagrando campeão da VII edição do torneio.[48]

Liga Norte de Vôlei

O Rio Negro conquistou oito vezes a Liga Nacional Norte do naipe masculino, torneio de caráter regional que classificava dois clubes à fase final da Liga Nacional de Vôlei.

Na Liga Nacional
    2011

Em 2011 o Rio Negro classificou-se novamente à liga nacional de vôlei, tornando-se heptacampeão nortista de vôleibol,[51] jogando sempre fora de Manaus, o clube fechou a Liga Norte com 100% de aproveitamento e tornou-se campeão.

Títulos

  • M - Másculino, F - Feminino
  • O Rio Negro foi o primeiro campeão amazonense de Vôlei, na modalidade masculina, em 1928
  • Os dados de conquistas são incompletos, podendo haver mais títulos

  Natação

O clube também atua na natação, e para isso tem um Parque Aquático(que também é muito requisitado pelos sócios do clube, aos quais se destina a atender deixando um tanto de lado o seu lado esportivo) onde eram ministradas aulas de natação, e natação esportiva.

Em 1969 o Jornalista e Diretor de Divulgação do clube Bianor Garcia idealizou uma travessia da Baía do Rio Negro a nado, e neste mesmo ano quinze atletas rionegrinos realizaram tal feito, sendo que em 2009 os atletas que realizaram este feito foram homenageados pelo clube no Porto de Honra.

    Conquistas e Medalhas

São diversas as conquistas do clube dentro das águas, mas, é muito difícil de listar todas as suas conquistas, a mais recente foi a da Prova Almirante Tamandaré. O clube, tem tradição e já relevou nomes para natação nacional, como a atleta paraolímpica Valeria Santarém, que disputou os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, além de ser medalhista nos Jogos Parapan-americanos de 2007

  • Prova Almirante Tamandaré (5 km) - Categoria Feminino Adulto de 2012: 1º lugar com Maria Emília Martins.

  Handebol

O Rio Negro, novamente foi o clube pioneiro na difusão de um esporte no Amazonas. Segundo o relato do Dr. Eduardo Monteiro de Paula, em 1970, o irmão dele, o senhor Edgar Monteiro de Paula jogava voleibol em São Paulo, no clube Pinheiros. O outro irmão, Evandro Monteiro de Paula morava na Alemanha, onde teve contato pela primeira vez com essa modalidade de esporte, o handebol. Ele observou como se jogava e quando regressou a Manaus trouxe consigo duas bolas de handebol. Edgar trouxe as regras desse jogo de São Paulo. Então, eles reuniram o pessoal que jogava voleibol, basquetebol e futsal naquela época e fizeram o primeiro jogo de handebol no Amazonas, na quadra do clube, onde atualmente funciona sua sede. No início as regras não foram bem estabelecidas, mas eles jogaram assim mesmo.

    3º lugar nacional em 1984

Em 1984 o "Negão" ficou com a 3ª colocação na Taça Brasil de Handebol, disputada em Maceió, Alagoas. O clube foi um dos 11 participantes e teve a artilheira da competição, a jogadora Margareth Monteiro, que fez 46 gols e foi incluída na lista das 12 melhores do país. Além dela, Rita Moraes e Socorro Auzier também fizeram parte da lista como atletas do Rio Negro.[52]

    Vice-campeão brasileiro entre clubes em 2021

Após anos de desleixo administrativo onde as modalidades esportivas foram negligenciadas, o Rio Negro reorganizou seu departamento de handebol nos anos 2010, e com isso obteve logo bons frutos, o clube chegou a se consagrar vice-campeão feminino do Campeonato Brasileiro de Clubes, em 2021, realizado em Recife. Na final o "galo" acabou derrotado pelo local Clube Português. A equipe pernambucana tinha como técnico Cristiano Rocha, que também era técnico da seleção brasileira feminina. O Rio Negro perdeu por 24 a 42 e com isso ficou com o posto de vice-campeão nacional, contando ainda com a MVP da competição, Kellen Oliveira.[53][54] Na semifinal o "Galo" passou pelo Sport Club do Recife/Jaguar por 29 a 28.[55]

    Títulos

O clube por diversas vezes teve o melhor time da Região Norte, com as mais variadas conquistas a nível estadual, regional e diversos atletas que defenderam a seleção nacional de handebol, o clube chegou a ter uma das melhores equipes de handebol do país. Na lista abaixo, apenas os títulos que de certeza pertencem ao clube:

  •    Vice-campeão do Campeonato Brasileiro de Clubes (Feminino) de 2021
  •    3º lugar na Taça Brasil de Handebol (Feminino) de 1984
  •    Campeão Amazonense de Handebol (Masculino): 05 (1981, 2000, 2004, 2008, 2009.)
  •    Taça Amazônica - Liga Nacional/Conferência Norte (Masculino): 03 (2000, 2004, 2005.)

Em 2004 e 2005 o time foi formado em parceria com a Ulbra.

  Judô e Jiu-Jitsu

Existem várias versões sobre a chegada desses esportes ao Brasil. Uma delas diz que a primeira vez que foram praticados no Brasil, foram na sede do Rio Negro, em Manaus. Mas a certeza que se tem é que o clube foi pioneiro nas práticas de Judô e Jiu-Jitsu no Amazonas. Em 1915, o Mestre Soichiro Satake (que depois se naturalizou brasileiro, passando a ser chamado de Antônio Soichiro Satake), chegou ao Amazonas e passou a praticar e ensinar o Judô e o Jiu-Jitsu, formando na sede do Atlético Rio Negro Clube a primeira associação de Jiu-Jitsu do Brasil.[56]

Hoje o clube conta com atletas que o representam em competições estaduais, regionais e nacionais, além de promover o Rio Negro Fight, evento de MMA.

Títulos em outras modalidades

  •    Campeonato Amazonense de Remo - 1922[3]
  •    Campeonato Amazonense de Tênis de Quadra(Clubes) - 1949[3]
  •    Campeonato Amazonense de Beisebol - 1920
  •    Campeonato Amazonense de Esgrima - 1923
  •    Campeonato Amazonense de Basquetebol - 1931
  •    Campeonato Amazonense de Tênis de Mesa(Clubes) - 1940
  •     Campeonato Amazonense de Futebol de Botão (12 toques) - 2022
  •     Campeonato Amazonense de Futebol de Botão (3 toques) - 1985

Estrutura

 
Sede do Rio Negro

O Rio Negro conta com uma estrutura razoável, porem ótima para um clube local:

  • Na sede do clube localizada na Praça da Saudade, próximo ao Centro Antigo de Manaus é possível ver a sala de troféus onde estão todos os títulos do clube "barriga preta", além de quadros, revistas sobre o clube, fotos antigas e medalhas das grandes equipes de futebol, futsal e de todos os outros esportes que são prfaticados pelo clube.
  • Parque Aquático com duas piscinas (Flávio de Castro e Gilberto Mestrinho), inaugurado em 13 de Novembro de 1960, na gestão de Glauther Marques Batista.
  • Pequena Piscina circular, atualmente usada para hidroginástica.
  • Palácio Dórico com Salão dos Espelhos, localizado na Av. Epaminondas, s/nº, centro de Manaus.
  • Ginásio Poliesportivo Aristophano Antony, com capacidade para 2000 espectadores.
  • Centro Administrativo Joaquim Rocha da Silva Barateiro, inaugurado em 16 de Maio de 1989 na gestão de Antônio Carlos da Silva
  • Uma academia.

Todo esse patrimônio está situado no centro do clube localizada na Avenida Epaminondas, frente à Praça da Saudade. Atualmente o clube utiliza este patrimônio para atender os seus sócios, fazer locações e aulas de natação, futsal, vôlei, judô e etc. O patrimônio do clube encontra-se razoavelmente conservado, porem é notável que necessite de várias reformas.

 
Placa de Fundação do Parque Aquatico.

Sócios e Setor Social

O clube alvinegro hoje totaliza cerca de 4.200 sócios proprietários, sendo que cerca de 2.000 destes foram remidos por uma diretoria do passado do clube, e cerca de 200 se tornaram sócios beneméritos. Ou seja, o clube hoje é abastecido por poucos sócios que não são remidos nem beneméritos, sendo que muitos usufruem do clube sem pagar o título de sócio proprietário[57].

Setor Social

O Rio Negro exerceu importante papel na sociedade amazonense, recebendo grandes eventos em suas estruturas e também realizando festas tradicionais como bailes de carnaval e sua tradicional "Semana rionegrina" reaizada em ocasião de seu aniversário.

    Miss Amazonas

Foram eleitas Miss Amazonas representando o clube:[3]

  • Maria Amália - vencedora do concurso em 1949
  • Annete Stone - venceu o Miss Amazonas de 1955 e posteriormente foi 2º lugar no Miss Brasil.
  • Terezinha Morango - natural de São Paulo de Olivença, no interior do estado, venceu o Miss Amazonas em 1957. Posteriormente foi Miss Brasil e conquistou o 2º lugar no Miss Universo[58].
  • Kátia Louzada Vargas - vencedora do concurso de 1982
  • Anne Christine César - vencedora do concurso de 1987
    Figuras Importantes

Nomes de grande importância na história da sociedade local que fizeram parte do quadro de atletas ou quadro de sócios do clube:

  • Leopoldo Neves "Pudico" - foi atleta do clube e depois Deputado Federal e Governador do Amazonas.[6]
  • Álvaro Maia - foi deputado federal, senador e governador do Amazonas.[6]
  • Arthur Virgilío Filho - foi atleta do vôlei e depois senador no Amazonas.[6]
  • Arthur Virgílio Neto - ex-atleta do clube, já declarou ser seu torcedor. Exerceu cargos como prefeito de Manaus e Senador do Amazonas. Ele foi o responsável pelo tombamento da sede do clube como Patrimônio Histórico de Manaus[59].
  • Adalberto Vale - foi atleta do clube e depois fez carreira política, chegando a ser deputado federal pelo estado.[6]
  • Eduardo Braga - foi atleta de vôlei do clube. Depois foi prefeito de Manaus, governador e Senador do Amazonas.

Ainda destacam-se o ex-senador Arthur Virgílio Filho e o ex-deputado federal Adalberto Vale, ambos atletas do clube. Outro nome que manteve viva a vela votiva do clube, por longo período, foi professor Manoel Bastos Lira.

  • E também senhores que ganharam destaque na sociedade por serem membros de renomadas instituições como a Academia Amazonense de Letras e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, sendo alguns deles: Álvaro Maia, Aristophano Antony, Arlindo Porto, Gebes Medeiro, Genesino Braga, Jurandir Batista de Sales, Manoel Bastos Lira, Max Carpenthier, Moacir de Andrade e Robério Braga.[3]

Acadêmicos do Rio Negro

Os Acadêmicos do Rio Negro é uma escola de samba ligada ao clube por ter sido fundada como batucada composta por torcedores do Rio Negro em 1972, sendo que em 1983 essa mesma batucada resolveu tornar-se uma escola de samba. Após muito tempo desativada, esta volta no ano de 2011 como muitas torcidas organizadas, que, animadas com o projeto do clube, resolveram se reativar. O seu primeiro samba enredo foi intitulado de “As Mil e Uma Noites nos Carnavais Rionegrinos”.

Torcida

A torcida do Atlético Rio Negro Clube é reconhecida historicamente como a segunda maior torcida do Amazonas, possuindo também muitos torcedores no interior do estado. Reconhecida pelo coro de "Galo... Galo... Galo..." e uma famosa sirene que ecoava no antigo Estádio Vivaldo Lima; Até mesmo jogadores consagrados no Nacional deram testemunho relatando a emoção em ver as festas da torcida alvinegra, observando-os dos vestiários que ficavam no sentido oposto. Muitos jogadores que passaram pelo clube a consideravam uma das mais fanáticas que já presenciaram. Fatos revelam que o clube por grande período detinha também a segunda maior torcida dentre todos os clubes, ou seja, isso incluía também clubes cariocas e paulistas.

Por ser um clube poliesportivo e social, muitos torcedores viviam o Rio Negro: as festas de fim de ano, o carnaval entre outras festas e eventos, tinham que ser os organizados pelo clube. Os fãs do futebol não se aquietavam até ir na sede do clube saber as novidades. Nos dias de jogo, grandes grupos saiam com bandeiras pelas ruas de Manaus entoando cânticos e hinos do clube. Havia até pagamento de promessas caso o clube vencesse mais um clássico contra o Nacional. Do choro quando o departamento de futebol foi desativado, e do grande carnaval quando o mesmo anunciou seu retorno em 1960 e depois em 1979.

A paixão pelo clube era um símbolo no futebol amazonense, tendo exemplos como o de 1960, quando saia de 14 anos afastado do futebol direto para uma das maiores médias do campeonato. Na época desse afastamento, na cultura local se dizia "campeonato sem o Rio Negro não tem emoção". O mesmo aconteceu em 1979 depois do clube passar dois anos fora do estadual, com seu retorno a sua torcida comemorou como um título, fazendo um grande "carnaval" em Manaus.[13] Naquela ocasião, um grupo extremado plantou uma bomba no carro de um dirigente do clube, em retaliação a esse afastamento. Depois, em 1999, o clube chegou a figurar como uma das maiores médias de público do país, tendo a 15ª maior entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro, isso como participante da 3ª divisão.

O mais simpatizado

Em 1928 a Revista Amazonida com auxílio do Jornal do Commercio realizou um concurso para descobrir qual era o clube mais "simpatizado" na sociedade manauara. Ao clube vencedor do concurso foi entregue a Taça Amazonida. O concurso contou com 1.123 votos computados em 18 clubes esportivos da capital baré. O "Galo" foi o vencedor com 250 votos (22,26%), apenas 5 votos a mais que o Nacional, o segundo colocado. Com isso o Rio Negro foi aclamado o clube mais simpatizado ou mais simpático de Manaus, recebendo então a posse da Taça Amazonida oferecida pela Revista homônima.[60]

Dias atuais

O "Galo" é sem duvidas o clube que experimentou a maior decadência entre os principais clubes do estado, estando também há mais de 20 anos sem conquistar um título. Com isso, o clube que tinha públicos de 20 mil pessoas com certa frequência, hoje resume a uma média de público inferior a 300 pessoas por jogo. A última grande demonstração de força da sua torcida foi na final do campeonato amazonense de 1999, disputada contra o São Raimundo, onde o clube possuía grande parte dos mais de 50.000 presentes no Vivaldão. Após isso, mesmo sendo Campeão em 2001 e Vice-campeão em 2003 em finais contra o Nacional, o clube não obteve mais êxito em públicos, sendo que até mesmo na Serie C, em 2006, nas fases mais decisivas, o clube não viu o comparecimento da sua torcida. Em uma pesquisa registrada dos anos 80, o Rio Negro era apontado como favorito de 21% dos manauaras. Hoje, em pesquisas mais recentes o clube varia no que diz respeito ao percentual.

Em 2015, uma pesquisa apontou que o clube era apontado como favorito de 6,6% dos manauaras, possuindo cerca de 150 mil torcedores e simpatizantes. Essa pesquisa colocava o Rio Negro como 5ª maior torcida da região norte, atrás de Paysandu, Clube do Remo, Nacional e São Raimundo.[61]

Torcidas Organizadas

 
Em 1972 um grupo de rionegrinos fundou a "Charangalo" o primeiro grupo organizado de torcedores no estado. A "Charanga rionegrina" deu origem a uma respeitada batucada que fez história nos carnavais de Manaus.

O clube "barriga-preta" conta com as seguintes torcidas organizadas:

  • Torcida Organizada Império Alvinegro - fundada em 2012, como uma dissidência da Mancha Negra, é a principal organizada do clube atualmente.
  • Torcida Organizada Mancha Negra - Fundada em 2007, permaneceu até 2012 como a principal torcida organizada do clube. Passou anos inativa até seu retorno em 2016.
  • Torcida Feminina Galo Chique - é a torcida feminina do Galo, presidida pela torcedora Rosário Almeida. Sua presença nos estádios é de longa data, existindo registros de sua presença desde o final dos anos 80.
  • Torcida Organizada Charangalo - Fundada na década de 60, é atualmente a mais antiga em atividade no Amazonas, conta com torcedores símbolos do clube, como Enédio Negreiros, Johames Bastos e Lúcio Gervásio. Da Charangalo nasceu a escola de samba Acadêmicos do Rio Negro, em 1971.
  • Torcida Força Jovem do Galo - Foi a principal torcida organizada do clube na década de 90 até a primeira metade dos anos 2000.
  • Torcida do Galo - Principal torcida nos anos 70 e 80.
  • Torcida Galo Gay - Fundada pelo saudoso Eurico Carvalho na década de 80, foi uma das primeiras torcidas compostas por homossexuais do Brasil.[62] Ao contrário do que se pensa, a razão da torcida não serviu para chacota mas sim como incentivo para os rivais, que também criaram suas torcidas de gays, caso do próprio Nacional, que apresentou sua torcida gay num Clássico Rio-Nal.[63]

Outros grupos que podemos citar são a Jovem Garra Alvinegra, Galorota, Galo Carijó e Galo Hulk.

Maiores públicos

Aqui, uma lista dos maiores públicos do clube no Vivaldo Lima:

  • 22 de julho de 1999 São Raimundo 3 x 1 Rio Negro, público de 47.188, pelo Campeonato Amazonense de 1999
  • 27 de agosto de 1986 Nacional 1 x 0 Rio Negro, público de 41.661, pelo Campeonato Amazonense de 1986
  • 26 de setembro de 1979 Nacional 1 x 0 Rio Negro, público de 40.193, pelo Campeonato Amazonense de 1979

Em jogo amistoso:

  • 26 de setembro de 1971 Rio Negro 2 x 2 Nacional, público de 30.003 pagantes, jogo amistoso

Maiores públicos na Colina

  • 27 de abril de 1969 Rio Negro 0 x 0 Nacional, público de 23.152 pagantes, jogo valido pela Taça Amazonas
  • 26 de abril de 1970 Rio Negro 0 x 0 Nacional, público de 20.783 pagantes, jogo valido pela Taça Amazonas

Maior público no Parque Amazonense

  • 25 de outubro de 1970 Rio Negro 1 x 3 Fast Clube, público de 10.981 pagantes, jogo valido pelo Campeonato Amazonense

Médias de público no Campeonato Brasileiro - Série A

 
Mascotes entram carregando o bandeirão alvinegro em meio a fumaça da torcida na Colina lotada para um jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983.

O Rio Negro somou 7 participações em Campeonato Brasileiro de Futebol da Primeira Divisão, e conta com uma média de público de 9.700 pessoas por jogo que disputou. Até 2002 o clube aparecia como o 39º colocado na Classificação histórica de médias de público do campeonato, sendo o 4º melhor na Região Norte, atrás apenas de Nacional, Paysandu e Clube do Remo.[64]

  • 1973: 12.065

Maior público: 21.248 - 29 de Agosto de 1973 - Rio Negro   1x2   Palmeiras - Estádio Vivaldo Lima[65]

  • 1974: 10.016

Maior público: 15.493 - 24 de Março de 1974 - Rio Negro   0x4   Palmeiras- Estádio Vivaldo Lima[66]

  • 1975: 9.092

Maior público: 14.739 - 24 de Agosto de 1975 - Rio Negro   0x0   Nacional

  • 1976: 7.888

Maior público: 11.209 - 29 de Agosto de 1976 - Rio Negro   0x3   Guarani

  • 1979: 2.410

Maior público: 6.557 - 7 de Outubro de 1979 - Rio Negro   0x1   Villa Nova-MG -

  • 1983: 12.895

Maior público: 18.300 - 3 de Fevereiro de 1983 - Rio Negro   1x1   Flamengo - Estádio Ismael Benigno
Segundo maior público: 12.513 - 27 de Março de 1983 - Rio Negro  0x1   Goiás - Estádio Ismael Benigno

Campeonato Amazonense de Futebol

 
Em 22 de Julho de 1999 a final entre Rio Negro e São Raimundo estabeleceu o recorde de público pagante em estaduais com 47.188 pagantes, a maioria rionegrinos.

Médias de público em jogos do clube pelo Campeonato Amazonense de Futebol (para as médias foram desconsiderados os clássicos):

  • 1966 - Média de Público: 3.256
  • 1968 - Média de Público: 3.448
  • 1969 - Média de Público: 5.479
  • 1970 - Média de Público: 4.140;

Maior público: 11.273 - 25 de Outubro de 1970 - Rio Negro 3x1 Fast Clube

  • 1973 - Média de público: 6.282
  • 1974 - Média de público: 1.908
  • 1975 - Público total: 71.221, Jogos: 12; Média de Público: 5.935
  • 1976 - Média de público: 4.118
  • 1977 - Não participou
  • 1978 - Não participou
  • 1979 - Média de Público:6.789[67]

Símbolos

Hino

O Rio Negro possui dois hinos, um social e um esportivo, o Hino Esportivo é o mais conhecido e fora composto por Albino Ferreira Dantas, Pernambucano , Tenente-Maestro da Policia Militar do Amazonas, que tem como parte principal:

Em qualquer esporte

O Rio Negro é o mais forte

E traz bem justo seu quadro

Não temer o rival

No Amazonas não tem igual

Uniforme

 
Uniformes do Rio Negro.

Na ata de fundação do clube, consta que a primeira ideia, apresentada por Edgard Lobão (primeiro presidente do clube) consistia num uniforme composto de calção preto, camisa branca com um escudo azul, logo Schinda Uchoa alegou que no nome do clube já havia bairrismo mas o escudo idealizado por Lobão não combinava com isso, logo idealizou o uniforme em preto e branco assim como o distintivo do clube.. Em votação venceu a ideia de Schinda e foi assim que surgiram o negro e o branco como distintivo e uniforme do clube.[6]

Uma outra versão diz que no imaginário dos presentes na idealização do clube, a primeira proposta para o uniforme estava com muito preto e pouco branco. Então, Schinda teria idealizado uma camisa com listras verticais brancas e pretas, igual a do Botafogo Futebol Clube do Rio de Janeiro. Porem, não há registros fotográficos do uso dessa combinação.

    Uniforme atual

O uniforme do Rio Negro constitui de: camisa branca com a famosa faixa horizontal preta cortando-a ao meio (daí o apelido "Barriga-preta"), com calção e meias pretas. A combinação de cores é invertida no segundo uniforme. O calção e os meiões tradicionalmente são pretos.

O clube usa da cor vermelha nas numerações de camisa, e geralmente o escudo fica ao centro, porem em vários anos o escudo ficou no tradicional canto esquerdo-superior. Atualmente o clube trabalha com a Neo Sports para fornecimento de materiais esportivos, já trabalhou por muito tempo com Nell, Topper e Adidas, entre outras.

Escudo

O escudo do Rio Negro é constituído de um círculo preto com seis furos vazados (quatro embaixo e dois em cima) e um as letras ARNC dentro do círculo. As Letras ARN estão dispostas em sequência com o C sobreposto a elas. Por algumas vezes se utilizou quatro estrelas acima do escudo, que simbolizaram o tetra amazonense de 1987-1988-1989-1990.

Existe um clube com o mesmo nome no estado de Roraima, que até pouco tempo atrás usava o escudo e uniformes idênticos ao time manauara. O Rio Negro tem um escudo singular, já que no mundo nenhum outro clube tem um escudo ao menos parecido. O escudo do galo alvinegro transmite imponência, sendo um escudo reconhecível no meio de tantos a qualquer um que entenda de futebol.

 

Monograma

 
Monograma do Rio Negro, de Manaus, em Piscina do Parque Aquático do Clube

O Rio Negro tem um monograma que representa um símbolo, este é tão simbólico que foi desenhado em uma das piscinas do Parque Aquático e também estampou a camisa do clube como símbolo principal em vários anos, como por exemplo em 1982, quando o time campeão, trajava um uniforme todo preto com o acrônimo em vermelho na foto oficial de Campeão. Nesse mesmo ano, em várias ocasiões, o clube jogou usando o acrônimo como símbolo maior.

Cores

As cores principais do clube são o Preto e o Branco, o que dá ao clube a alcunha de alvinegro. A cor preta deve-se a homenagem feita ao rio homônimo e suas águas escuras.

Mascote

 
O galo, mascote querido pela torcida do Rio Negro

O mascote da equipe é o galo, provavelmente desde os anos 60. Sobre o Galo, os torcedores chamam o clube carinhosamente de:

  • Galo Carijó;
  • Galo Esporão de Ouro;

O mascote por muitos anos entrava em campo acompanhado de crianças, essas que deveriam ter boas notas na escola para receber o prêmio de entrar com o símbolo em campo antes dos jogos do Rio Negro. Hoje em dia não é possível encontrá-lo em jogos do clube.

Bandeira

 
Bandeira Esportiva Rionegrina

O Galo Alvinegro tem oficialmente duas bandeiras:

  • Esportiva: Desenhada por Carvalinho, tem um losango branco acompanhado de uma faixa preta central(em maior largura)e duas mais finas a margeando, com o escudo no topo esquerdo.
  • Social: Bandeira das atividades sociais do clube, diferencia-se da esportiva pela ausência das duas faixas menores, foi desenhada por Ariolino Azevedo e Oscar Maia.
 
Bandeira Social Rionegrina.

A bandeira mais utilizada é a de um losango preto com uma faixa branca central e o escudo precisamente no meio deste.Existe ainda outra bandeira muito utilizada com características inversas, ou seja um losango branco com uma faixa preta ao centro com o escudo.

Alcunhas

  • Barriga Preta – Apelido recebido há muito tempo, talvez desde os anos 30, quando ganhou muitos torcedores. O apelido faz referência ao gtradicional uniforme com a faixa preta na parte mais central do abdome. Depois de um tempo, o apelido foi dado à torcida, o clube foi chamado de "clube barriga-preta". Este por muito tempo foi o maior sinônimo da torcida do clube.
  • Galo da Praça da Saudade - O Rio Negro está sediado na Rua Epaminondas, que margeia a Praça conhecida popularmente como Praça da Saudade. Somando-se a isso o fato do mascote principal e único do Rio Negro ser o galo, o clube foi chamado por este apelido. Na época, era comum ligar os principais clubes aos locais onde ficavam suas sedes sociais.
  • Galo Gigante do Norte - Logo nos primeiros anos de participação no Campeonato Brasileiro de Futebol o Rio Negro não fazia feio, jogava com raça, os mais importantes veículos de comunicação regional, além de muitos torcedores o chamavam carinhosamente de Galo Gigante do Norte, ou, o "Único galo do norte".
  • Alvinegro Amazonense e Alvinegro – Isso se deve às cores do clube, o Preto e o Branco. O clube também já foi chamado de "Gigante Alvinegro", "O Alvinegro do Norte" entre outros.
  • A Raça Mais Forte – Se deve ao fato do clube ter como mascote o galo, como o galo tem várias espécies, desde os mais fracos até os bravos galos de briga, então o raça do galo alvinegro é “a raça mais forte”. A torcida “Mancha Negra” utiliza em suas faixas a frase “Nossa raça é a mais forte”.
  • Imortal do Amazonas – O Rio Negro passou por várias baixas na sua história, passou 14 anos sem jogar futebol oficialmente e ao voltar encontrou sua torcida fiel nos estádios. Depois o lamentável afastamento de 1977, na volta foi feito um verdadeiro carnaval na Praça da Saudade. E ainda os dois rebaixamentos seguidos no campeonato estadual, porem o clube ainda assim tinha muitos torcedores e ainda era lembrado por desportistas de Manaus, sendo que muitos torcedores ao serem questionados por ainda torcerem fanaticamente pelo clube falavam “Pra mim o Rio Negro é imortal”.
  • O afluente amazônico – fora conhecido assim na sua primeira participação do campeonato brasileiro, tendo grande destaque quando teve um belo início de campeonato.
  • Alinhadérrimo - Devido ao seu alinhamento em campo, a sua excelente postura dentro das quatro linhas, o clube alvinegro foi chamado pelos torcedores de "alinhadérrimo", isso nas décadas passadas que foram até o início do profissionalismo. A alcunha bem única perdurou um bom tempo, até, ser totalmente esquecida.
  • Clube líder da Cidade - Ganhou este apelido nos anos 40.

Ver também

Livros

  • Zamith, Carlos - Baú Velho, Manaus: Editora Valer, 2008
  • Lyra, Manuel Bastos - Sete Décadas Barriga Preta

Ligações externas

Referências

  1. Adneison Severiano (31 de outubro de 2012). «Iniciativa pretende resgatar história de Rio Negro e Nacional, no AM». Globo Esporte/AM. Consultado em 1 de outubro de 2022 
  2. «Campeões Série A». Federação Amazonense de Futebol. 2022. Consultado em 1 de outubro de 2022 
  3. a b c d e f g Abrahim Baze (16 de novembro de 2021). «Atlético Rio Negro Clube: Museu mostra o sonho de garotos que se tornou realidade». Portal Amazônia. Consultado em 1 de outubro de 2022 
  4. «Clube fundado por jovens»  - Portal Amazônia, 18 de Fevereiro de 2022
  5. Abrahim Baze (21 de junho de 2019). «Atlético Rio Negro Clube: museu mostra o sonho de garotos que se fez realidade». Portal Amazônia. Consultado em 1 de outubro de 2022 
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